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Mostrando postagens com o rótulo Idade Antiga

A carta de Plínio, o jovem ao Imperador Trajano sobre os cristãos

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Plínio, o Jovem, Governador da Província de Bitínia e Ponto que ficava às margens do Mar Negro na Ásia Menor, no ano 112 d.C. escreveu ao Imperador Trajano informando-o sobre como ele estava conduzindo a perseguição aos cristãos na região.  Tudo parecia caminhar bem, mas diante de alguns acontecimentos inesperados, Plínio, hesitante, pediu orientações ao imperador. Para entender melhor como os romanos agiam contra os cristãos, acompanhe o vídeo e conheça nosso canal.  

O dilema de Antígona

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   É lícito desobedecer a lei? Costumes ancestrais prevalecem quando entram em conflito com uma lei aprovada por uma autoridade? Vejamos como Antígona (nome da peça escrita por Sófocles) responde ao seu tio Creonte, rei de Tebas: "A tua lei não é a lei dos deuses; apenas o capricho ocasional de um homem. Não acredito que tua proclamação tenha tal força que possa substituir as leis não escritas dos costumes e os estatutos infalíveis dos deuses. Porque essas não são leis de hoje, nem de ontem, mas de todos os tempos: ninguém sabe quando apareceram. Não, eu não iria arriscar o castigo dos deuses para satisfazer o orgulho de um pobre rei. Eu sei que vou morrer, não vou? Mesmo sem teu decreto. E, se morrer antes do tempo, aceito isso como uma vantagem" (Antígona, Sófocles). O teatro e os mitos gregos são sempre atuais, pois apresentam os grandes dilemas da natureza humana. Longe de querer solucioná-los, os gregos preferiam discuti-los. Afinal, eles sabiam muito bem que para as gra...

Por que os cristãos eram perseguidos? Ste Croix responde

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Durante os três primeiros séculos, os cristãos foram perseguidos pelos romanos. As narrativas dos martírios dos cristãos impressionam tanto, que fica parecendo que os cristãos eram perseguidos por toda a parte no Império. Mas afinal, do que os cristãos eram acusados? Será mesmo que eles representavam um perigo para Império Romano? Acompanhe o vídeo sobre esse intrigante assunto e conheça nosso canal.    

Pra que serve a política?

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Religião, futebol e política não se discutem? Claro que sim! É possível pensar e debater sobre qualquer coisa. Aliás, é justamente pelo fato das pessoas não serem educadas desde muito cedo ao diálogo, muita agressão existe hoje nas redes sociais. Quando faltam argumentos ao redor de ideias, as pessoas se agridem. Então, vamos lá. Para que serve a política? Essa parece uma pergunta difícil de responder, pois os grupos políticos (partidos, sindicatos, associações, movimentos) têm propósitos ou intenções diferentes. Então, pensando a partir da realidade atual, a política serve pra atender interesses particulares ou de um grupo específico. Sendo múltiplos esses interesses, fica difícil achar uma resposta.   Para Aristóteles (384-322 a.C.) a política não tinha uma pluralidade de finalidades. Ela não era entendida como um espaço em disputa para dela se servir, ou seja, para atender aos fins específicos do grupo vencedor. Segundo o filósofo grego, a política procura tornar os mem...

A fuga dos cristãos para Pela

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No final do primeiro século, em meio ao trágico acontecimento da Primeira Guerra Judaica (66-72 d.C.) na qual o exército romano destruiu o Templo de Jerusalém, uma curiosa narrativa sobre a fuga dos cristãos de Jerusalém permanece na fronteira entre a lenda e os fatos. As primeiras comunidades cristãs eram formadas por judeus, chamados pelos especialistas de judeu-cristãos. Na guerra contra os romanos, essas comunidades teriam abandonado Jerusalém migrando-se para Pela (atual Tabaqat Fahl - Jordânia). Ruínas de Pela. Créditos da Imagem: https://universes.art/en/art-destinations/jordan/pella   Eusébio de Cesareia relata que os cristãos partiram para Pela pouco antes da guerra começar: Ora, os membros da Igreja de Jerusalém, através de uma profecia proveniente de uma revelação feita aos fiéis mais ilustres da cidade, receberam ordem de deixar a cidade antes da guerra e transferir-se para uma cidade da Pereia, chamada Pela. Para lá fugiram de Jerusalém os fiéis de Cristo, d...

Por que os cristãos eram perseguidos no Império Romano?

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Créditos da imagem: https://www.firstthings.com/ Esta é a pergunta que o historiador Ste. Croix se propôs responder investigando exclusivamente fontes romanas. Bem, em 64 d.C. Roma foi incendiada por Nero. Acredita-se que ele fez isso para construir seu palácio. O detalhe é que o imperador pôs a culpa nos cristãos, o que iniciou a primeira perseguição comprovada contra eles. Além de serem acusados de incendiários, através dos escritos de Tácito e de Suetônio sabemos que os cristãos foram acusados de odiarem a espécie humana. As fontes também relatam que eles eram odiados pelo povo por suas abominações. Ou seja, para os romanos os cristãos eram capazes de cometer crimes terríveis! Logo, eram perigosos. Então, dá pra entender por que bastava a acusação de ser cristão para alguém ser julgado. Ao que tudo indica, havia um ódio popular contra eles que levavam as autoridades a agir. Ser cristão era suficiente para sofrer punição. Depois de Nero, sabemos que durante o principado de Domi...

Amar o próximo como a si mesmo é um mandamento cristão?

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Créditos da imagem: http://centrodombosco.org   Para alguns cristãos, o amor ao próximo seria uma espécie de síntese do cristianismo. Na verdade, trata-se de um mandamento judaico: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Iahweh" (Levítico 19,18). Esse amor ao próximo na tradição deve acontecer pela simples razão de que a alma de uma pessoa e a alma do próximo são esculpidas pelo mesmo trono de Esplendor divino. Contudo, esse amor ao próximo tem uma dimensão prática, não se trata apenas de uma ideia ou de um princípio nobre. Ao discorrer sobre a prática da caridade e a prática da misericórdia os sábios afirmam que: "A caridade significa dar algo de nossa propriedade, enquanto a prática da misericórdia significa dar algo de nós próprios. A caridade só é dada aos pobres, ao passo que a misericórdia pode ser concedida tanto aos ricos como aos pobres" (Sukkah 49b). Conta o Talmud que um ateu se dirigiu ao Rabi Shammai e lhe disse: "Tornar-me-ei um...

Rubicão e Alea iacta est

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Créditos da imagem: https://www.thoughtco.com Em 10 de janeiro de 49 a.C. (um pouco mais, um pouco menos), Júlio César e uma parte de seu exército atravessou o Rio Rubicão (na época, um pequeno riacho) que marcava a fronteira norte da Itália. Era um limite de segurança legal, para impedir que generais utilizassem suas legiões em prol de suas ambições políticas na cidade de Roma. Com o seu sucesso na Gália, ele sabia muito bem que transpondo o rio com uma de suas legiões estava rompendo com essa lei. A expressão “cruzar o Rubicão” entrou para a história. O sentido seria “cruzar o ponto de onde não é mais possível voltar atrás”. Mas para a historiadora Mary Beard não era esse o sentido original dado por Júlio César. "César citou em grego algumas palavras do dramaturgo ateniense, autor de comédias, Menandro: literalmente, em uma frase tomada de empréstimo dos jogos de azar, “Que o dado seja lançado”. Apesar da tradução mais usual — “A sorte está lançada” —, que de novo parece ...

Políbios e a República Romana

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Créditos da imagem: http://historiainte.blogspot.com/2018/04/polibio-de-megalopolis-pensamento.html Políbios viveu entre c. 200-118 a.C. Ele é o autor de História, uma obra de vários volumes. No livro VI ele reflete sobre como os romanos, num intervalo curto de tempo, conquistaram o mundo. Este grande feito se deveu à sua constituição. Para nós, a palavra constituição se refere à carta magna, isto é, ao maior e mais importante conjunto de leis de um país. No nosso caso, a constituição que nos rege é a Constituição de 1988. Porém, para os romanos e gregos antigos, a palavra constituição é muito mais abrangente, sendo sinônimo de regime político. Quando um autor antigo escreve sobre a constituição ele não apenas refere-se às leis, mas à forma de governo, às instituições e a toda administração de um Estado. Disse Políbios: "a causa predominante do sucesso e de seu contrário em todos os assuntos relativos ao governo de um povo é a forma de sua constituição" (História VI...

Quem inventou a Política?

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Créditos da imagem: infoescola Essa é fácil! Foram os gregos. A palavra política vem de polis , que significa cidade em grego. Bem, podemos pensar: muitos povos viveram antes dos gregos. Eles não tinham política? É verdade que povos anteriores se organizaram em sociedade submetidos a um poder. No entanto, é certo dizer que a política é grega de pai e mãe. Ela é resultado da união de dois acontecimentos da história da Grécia. No século VIII a.C. os gregos inventaram com suas cidades um novo modo de viver em sociedade. E no século VI a.C. os gregos inventaram a Filosofia, um novo modo de pensar livremente e de interrogar a razão das coisas. Para o filósofo Francis Wolff, "Produto desse cruzamento, a política é a prática da polis que se tornou consciente de si própria (...) o livre pensamento de uma vida livre". Embora houvesse formas de governo e relações de poder antes dos gregos, a política só surgiu quando os homens começaram a pensar que aquilo que viviam na...

Quem eram os fariseus?

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O fariseu e o publicano. Créditos da imagem: catholicworldreport.com Os fariseus são muito citados pelos 4 evangelistas, quase sempre de uma forma bem ruim. Isso pode gerar algumas injustiças contra eles entre os cristãos. Então, temos que deixar bem claro que os fariseus não eram caras malvados. O judaísmo na época de Jesus não era uniforme, isto é, não era vivido de um único jeito. Havia vários grupos diferentes denominados pelos especialistas como seitas judaicas ou seitas da palestina. O termo mais correto seria correntes judaicas, já que a palavra seita significa um grupo dissidente de menor número, que foge um pouco do ensinamento ou do modo de ser considerado mais correto dentro de uma religião. Porém, isso não ocorria no judaísmo. Pelo fato do judaísmo não possuir um vasto conteúdo doutrinal ou dogmas de fé, e por não ter um chefe maior (como o papa) para comandar todos os fiéis, surgiu dentro do judaísmo várias correntes com interpretações diferentes sobre a religião, t...

A história de Gaia

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Por: Caterina Canuto Giandoso Muitas pessoas admiram a historia grega, mas na maioria das vezes essas pessoas não sabem praticamente nada. Por exemplo: você sabe quais são os 12 deuses do Olimpo ou que existem mais de 30 deuses gregos? Bom, se sabia, parabéns! Mas, voltando ao assunto, vou explicar um pouquinho algumas histórias que são as ''raízes'' da mitologia grega. Vamos começar com a deusa primordial, a rainha da terra, Gaia! Filha de Caos, esposa de Urano e de Tártaro (não, Gaia não se casou com um molho apimentado), famosa por ser mãe de 12 titãs, 3 centímanos, 3 ciclopes e sei lá quantos gigantes (muitos filhos, né?). Quando ela nasceu teve uma vida muito feliz cuidando de suas florestas, desertos, pradarias, montanhas, etc. Mas um dia ela começou a se sentir sozinha, entediada, sem ninguém para amar. Então, decidiu criar um ser poderoso, alguém que tivesse controle total sobre os céus. Esse alguém foi Urano. Gaia e Urano se casaram e tiveram 3 filh...

Pão e circo ou panem et circenses

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Crédito da imagem: https://whatwouldjackdo.org Em português, dizemos "pão e circo". Mas, seu sentido mais preciso seria pão e jogos realizados nos circos (como o Circo Máximo) e em anfiteatros (como o Coliseu). Trata-se de uma prática utilizada por muitos imperadores romanos, que consistia em oferecer alimento e diversão à população. Essa prática era vista com grande reserva pela aristocracia senatorial, mas era aclamada pela plebe. Marco Cornélio Frontão é considerado um dos maiores oradores romanos. Ele viveu no século II d.C. e foi cônsul no ano 143. Foi preceptor do imperador Marco Aurélio e em 165 d.C. escreveu Introdução à História, uma obra sobre a guerra contra os Partos empreendida por Lúcio Vero. Nesse livro, Frontão lembra que Trajano foi um grande exemplo de como um imperador deve conquistar o povo. "Seguindo os princípios mais elevados da sabedoria política, o imperador nunca descurava os atores e os outros protagonistas do circo e do anfiteatro. ...

Carbono 14 é como a Fênix

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A fênix é uma águia esplendorosa com plumagem exuberante. Sua origem é da Etiópia. Ela é associada ao culto do Sol. É um pássaro bem longevo... Vive mais de 500 anos! Aliás, em todo o planeta Terra, nunca houve duas fênix vivendo ao mesmo tempo. Bem, ela vive muito, mas não vive para sempre. Chega uma hora que todos partem, inclusive ela. Quando a fênix percebe que sua morte se aproxima, constrói um ninho num lugar bem alto com galhos aromáticos, pousa sobre ele e ateia fogo. Sim, ela se deixa consumir pelas chamas. E quando só restam cinzas e mais nada, eis que surge das cinzas uma nova fênix para viver mais 500 anos. Claro que se trata de um mito. Este mito foi apropriado por diferentes culturas por representar a imortalidade, a ressurreição. Pois é, o Carbono 14 é como a fênix. Abandonado, mortinho da silva e de repente, dá sinal de vida.

Aristarco de Samos: O homem que colocou o Sol no centro

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Créditos da imagem: https://historia-biografia.com/aristarco-de-samos/ Quem colocou o Sol no centro foi Nicolau Copérnico, é claro! Está lá no livro da escola. Ao contrário das criaturas atrasadas que viviam na Idade Média (só pra avisar, estou sendo irônico) que diziam que a Terra está no centro do Universo, Copérnico defendeu o heliocentrismo (Sol no centro). E Aristarco de Samos? Poucos conhecem. Ele foi um astrônomo que viveu entre 310-230 a.C. Escreveu As Dimensões e as Distâncias do Sol e da Terra . Apenas com a observação, sem o auxílio de nenhum instrumento (nenhum mesmo!) ele descobriu coisas fantásticas, como: - O Sol é uma estrela muito maior que a Terra. Não fazia sentido um astro tão grande orbitar ao redor de um muito menor que ele; - A Terra gira ao redor do Sol que permanece imóvel; - A Lua gira ao redor da Terra; - A Lua é iluminada pela Sol; - Aristarco conseguiu estimar a distância da Lua em relação a Terra; - Ele também estimou a distância do Sol em rela...

Os Guerreiros de Xi'an

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Quando os Guerreiros de Xi'an vieram para São Paulo, eu visitei 4 vezes a exposição na Oca do Ibirapuera. Em uma delas fui com a minha esposa (na época pretendente). Foi um lindo passeio romântico! Eu, a Fá e os alunos... Até chegarem em Sampa e ficarem diante dos meus olhos, houve uma longa história por detrás daqueles imensos guerreiros em terracota. Qin Shi Huang foi o primeiro imperador da China. Com seu disciplinado exército e suas balistas poderosas, ele dominou outros reinos e unificou a China durante seu reinado (221-210 a.C.). Foi ele quem iniciou a construção da muralha da China. Morreu cedo (coitado), provavelmente envenenado por mercúrio. É que Qin Shi Huang buscava desesperadamente alguma forma de não morrer nunca (o cara unificou a China e não queria de jeito nenhum largar o osso). Bom, talvez o imperador foi acometido pela síndrome do "eu sou insubstituível!!!" (muita gente ainda sofre desse mal) e quis viver eternamente. Os médicos receitavam mercúrio par...

A vida beata

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Calma. Não vamos falar sobre a vida da simpática Dona Clotilde com seu coque. Esta postagem não é sobre a vida da beata, mas sobre a vida beata. Uma vida beata todos a desejam, inclusive você. Beatitude significa Felicidade. Todas as pessoas querem ser felizes. A discordância entre elas começa quando se discute o que é a felicidade e como encontrá-la. Aí cada um fala uma coisa. Felicidade é isso... É feliz quem... O caminho para a felicidade é esse... Para ser feliz você... Há respostas lindas e até comoventes! Porém, falar sobre Felicidade é mais um papo filosófico do que uma questão de preferências. Se pensarmos bem, o que acontece mesmo é que ficamos felizes, mas não necessariamente estamos felizes. Aí vem a grande questão: A Felicidade é uma realidade existente ou algo que eu imagino, uma sensação que tenho. Se a Felicidade é uma realidade, ela é permanente e não depende da minha existência; eu posso participar ou não desta realidade. Agora, se a Felicidade é algo subjetivo,...

Papai Noel existe?

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Não! Mas já existiu!!! Segundo o professor Evaristo Eduardo de Miranda, o personagem Papai Noel foi inspirado em São Nicolau, arcebispo de Mira. Ele nasceu em 280 na cidade de Patara (Turquia). Este santo ficou conhecido por sua bondade e generosidade. Ajudava pessoas com problemas financeiros e presenteava crianças pobres. Consta que ele socorreu muitos marinheiros vitimados por naufrágios. Por isso, São Nicolau é padroeiro das crianças e dos marinheiros. E foram os marinheiros que espalharam as histórias e os feitos de São Nicolau pela Europa. A história do velho bispo que dava presente às crianças ganhou o mundo. Mas, como São Nicolau virou Papai Noel? Nos primeiros séculos do cristianismo o bispo era considerado um pai, pois ele ao ministrar o sacramento do batismo fazia nascer novos cristãos. Então, o bispo é o Pai na fé. St. Nicklauss deu origem ao inglês Santa Claus. O nosso Papai Noel veio do termo em francês Père Noel. Já Noel é uma redução do hebraico imanu'el que si...

A conversão de Constantino

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Veja só que intrigante. Diz a tradição que Constantino se converteu ao cristianismo após avistar nos céus da Gália uma cruz e uma inscrição que dizia: "Neste sinal, conquistai". Ele estava em luta com seu oponente Maxêncio. Constantino mandou fazer estandartes com o sinal da visão, além de pintá-lo nos escudos de seus soldados. Maxêncio foi derrotado na Ponte Mílvia, o que motivou a conversão de Constantino em 312. Mas a sua conversão foi realmente sincera ou foi mais uma manobra política para atrair os cristãos para o seu lado? Ele foi um cristão convicto ou um oportunista? É claro que é muito difícil saber... Constantino foi batizado no seu leito de morte em 337. Isso seria um argumento para questionar suas convicções a respeito da fé cristã. Porém, isso era muito comum nos primeiros séculos do cristianismo. Muitas pessoas adiavam o batismo para não correr o risco de cometer um grande pecado mortal e perder a vida eterna. Adiar o batismo significava, num certo sentido,...

As termas romanas e o banho nosso de cada dia

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Minha professora de Paleografia dizia que quando era estudante na França, o aluguel que ela pagava na pensão era bem maior que o cobrado das moças de outros países. A dona da pensão dizia - horrorizada - que os estudantes brasileiros tomavam banho todos os dias!!! Portanto, gastavam mais. Sabemos que o hábito do prazeroso chuveirinho quente diário foi herdado dos índios que se banhavam muitas vezes nos rios. Imaginem a inhaca que os indígenas sentiram quando Cabral desembarcou no litoral brasileiro... Talvez, isso seja explicado pelo fato de morarmos “num país tropical abençoado por Deus”. Já o clima lá na Europa... Então, banhar-se não parece um costume muito caro para eles. Mas, e os banhos públicos nas termas romanas? Os romanos eram mais higiênicos que os seus sucessores? Na verdade, os banhos faziam parte de um dos muitos prazeres públicos que os romanos jamais abriam mão. Segundo o historiador Paul Veyne, “o banho não era uma prática de higiene, e sim um prazer complexo”. As ...

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