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Como era viver em Tenochtitlán, capital dos Astecas

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Guiados pelo deus Huitzilopochtli, os astecas caminharam por muitos anos em busca de um sinal que indicasse onde deveriam construir a capital do seu Império. Em 1325 viram em uma pequena ilha do lago Texcoco uma águia pousada num cacto devorando uma serpente. Eis o sinal! E assim foi fundada Tenochtitlán.


Estima-se que em 1519 na chegada dos espanhóis liderados por Cortez, a cidade possuía 200 mil habitantes!
Todos recebiam educação. Porém, esta educação era diferente para os nobres, já que eram preparados para dirigir o império. Até as meninas eram educadas, ainda que separadas dos meninos em estabelecimentos especiais.
Depois dos guerreiros, os comerciantes tinham prestígio por trazerem produtos de todos os lugares, o que requeria muitas viagens perigosas por toda a Mesoamérica. Os astecas não usavam moedas de ouro ou prata, mas favas de cacau em suas relações comerciais. Depois, vinham os artesãos que tinham um papel importante na arte. A maior parte do povo, gente comum, vivia co…

A Utopia de Thomas More

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O livro Utopia de Thomas More (1478-1535) alimentou durante um bom tempo uma disputa entre católicos e comunistas. Escrita em 1516, Utopia fez com que More fosse considerado entre os comunistas o primeiro socialista utópico, tendo o seu nome escrito entre os heróis revolucionários em uma coluna na Praça Vermelha em Moscou. Por outro lado, o escritor humanista, considerado santo entre os católicos, foi beatificado em 1886 e canonizado em 1935. Com o desmoronamento da URSS essa disputa deixou de existir.
Basicamente, essa intrigante polêmica girava ao redor de diferentes interpretações sobre o sentido da obra. Pensadores comunistas como Karl Kautsky defendia que Morus foi o precursor do socialismo moderno, pois ele se posicionava contra a propriedade privada. Em contrapartida, pensadores católicos como R. W. Chambers afirmava que Morus, diante de uma sociedade moderna declinante, procurava restaurar os valores de solidariedade da cristandade medieval. Assim, a questão não era a constru…

As Meninas de Diego Velázquez

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Este quadro de 1656 é a obra-prima de Velázquez. Nele está retratado com muito naturalismo a família de Filipe IV de Espanha que reinou entre 1621-1665. Ao centro, a filha do casal real, a infanta Margarida Teresa (que não parece muito feliz) cercada por seu séquito. O título "As Meninas", provavelmente, se refere às damas de honra (Isabel de Velasco, fazendo reverência e María Agustina Sarmiento, agachada) que serviam a princesa. Em pé, à esquerda, encontra-se o próprio Velázquez observando o casal real, enquanto realiza a pintura. O Rei Filipe IV e a Rainha Mariana da Áustria aparecem refletidos no espelho no fundo da sala. E aqui se revela a genialidade de Velázquez: ele fez uma espécie de making of (cena dos bastidores) dos protagonistas pintados no grande quadro à esquerda. No entanto, não há um consenso entre os especialistas, já que não dá para saber com certeza o que Velázquez estava pintando (poderia ser o próprio quadro "As Meninas" e não o casal real). …