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Pena de morte: o último que foi para forca

No dia 6 de abr. de 2008 a Folha de S. Paulo divulgou uma pesquisa sobre a adoção da pena de morte no Brasil. 47% dos entrevistados manifestaram-se favoráveis à pena de morte e 46% contrários a ela. Há um ano os números eram: 55% a favor e 40% contra. A conclusão é que a opinião das pessoas sobre este tema é condicionada a eventos com crimes extremamente violentos que causam grande impacto e indignação (como a morte do menino João Hélio no ano passado). Então, se a pesquisa fosse feita depois caso da morte de Isabella o resultado seria outro. Um crime bárbaro faz com que as pessoas exijam punição extrema e exemplar. Os críticos desta realidade afirmam que a pena de morte só é discutida quando a classe média-alta é cruelmente vitimada. Diariamente, nas periferias das grandes cidades jovens e adolescentes pobres são brutalmente executados e isso não comove e nem gera indignação em ninguém. São lembrados apenas nas estatísticas. A pena de morte vigorou no Brasil até o Império e foi banid...

O que há de comum entre Pedro Américo e Napoleão Bonaparte?

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Este quadro todo mundo conhece: é o "Independência ou morte" pintado por Pedro Américo em 1888. Todos sabem que esta cena jamais aconteceu. Foi invenção de Pedro Américo para tornar o grito do Ipiranga um ato heroico e glorioso. Agora, o que pouca gente sabe é que talvez Pedro Américo não tenha inventado a cena, mas "copiado". Olhe bem para o segundo quadro abaixo pintado em 1875 por Ernest Meissonier. Ele é sobre a vitoriosa batalha de Napoleão em Friedland no ano de 1807. Alguns historiadores dizem que Pedro Américo teve como referência para o seu trabalho o quadro de Meissonier. Portanto, tratou-se de um "plágio" bem bolado. D. Pedro I, assim como Napoleão Bonaparte, está montado no cavalo posto em uma elevação, cercado por uma pequena comitiva e fazendo o mesmo gesto. Napoleão segura seu chapéu. D. Pedro sua espada. Ambos estão na mesma posição do quadro. À direita, aparecem os cavalos. Meissonier os pintou como que saindo do quadro. Pedro Amér...

A Lei do Ventre Livre: para inglês ver

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Parece piada de mau humor. A Lei do Ventre Livre foi mais uma das muitas leis que são feitas em nosso país para não funcionar. Ela daria liberdade a todos filhos de escravos nascidos após 1871, quando a lei entrou em vigor. Porém, o dono do escravo é quem decidia libertar a crianças quando ela completasse 8 anos (e receber uma indenização do governo) ou mantê-la como escravo até os 21 anos. Claro que a grande maioria preferia a segunda opção, pois assim o lucro era bem maior. Para alguns historiadores, esta lei teria uma dimensão mais psicológica. Após a participação dos negros lutando na guerra do Paraguai terminada em 1870, temia-se que os ex-soldados movessem uma revolta contra a escravidão no Brasil. Assim, a Lei do Ventre Livre significaria uma atitude amistosa do governo para com os filhos dos negros que defenderam o Brasil.

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