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Mostrando postagens com o rótulo Idade Média

Brincar é importante! Os gregos e os medievais sabiam disso

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Créditos da imagem: https://www.nashvilledominican.org/prayer/litanies/litany-st-thomas-aquinas/   Brincar deixa a vida mais leve. Brincando aprendemos melhor.  Não dá para levar muito a sério quem leva tudo a sério.  Brincadeira tem hora. Quem força muito a barra pra ser engraçado acaba sendo desagradável.  Tudo isso já aconteceu conosco. É humano! É tão legal quando lemos ou escutamos alguém e imediatamente ressoa dentro de nós: "Isso é verdade!" Ocorre naquele momento uma adesão nossa à coisa lida ou ouvida. E por quê? Por que aquilo, por ser tão humano, já estava em nós. Recentemente, lendo um pequeno comentário que Tomás de Aquino fez a um trecho da Ética de Aristóteles, esse encontro mais uma vez ocorreu em mim. Disse São Tomás: "O brincar é necessário para a vida humana". Assim como o nosso corpo precisa descansar, pois não consegue trabalhar ininterruptamente, a brincadeira é um repouso para a alma. Tomás de Aquino dizia que aqueles que mais se dedicam às at...

Os intelectuais e a cidade medieval.

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Créditos da imagem: https://www.bbc.co.uk/programmes/b00zf384 Um assunto recorrente nos livros didáticos quando abordam a Idade Média é o renascimento comercial e urbano.  No século XII, as cidades floresceram na Europa. E com elas, a circulação de pessoas, de produtos e de ideias. Dentre as diferentes profissões típicas do espaço urbano, muitas delas organizadas em corporações de ofício, há uma curiosa e pouco falada: o intelectual. Isso mesmo! Ele pertencia a um grupo social inserido nessa divisão do trabalho urbano. Para o historiador Jacques Le Goff, o intelectual na Idade Média era um homem que ganhava a sua vida vendendo palavras, ou seja, vivia ensinando e escrevendo. Essa era a sua profissão: ser professor e sábio. Assim, o intelectual medieval nasceu junto com a cidade. Seu lugar de trabalho era a universidade.  O curioso é que sempre estudamos que os homens do Renascimento eram modernos e reverenciavam a cultura clássica. Bem, é verdade. Porém, o que não nos ensinam,...

O que é Feudalismo?

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Créditos da imagem: https://www.larousse.fr  #pracegover 12 nobres e um clérigo acompanham a cerimônia de um contrato vassálicos. O vassalo ajoelhado diante do suserano lhe presta a homenagem. As mãos do vassalo estão entre as mãos do suserano. Não dá pra passar pela Idade Média sem falar dele de feudalismo. Segundo o historiador F. L. Ganshof, Feudalismo pode ser entendido de duas maneiras: pelo aspecto social e político; e pelo aspecto jurídico. No primeiro caso, o Feudalismo é um tipo de sociedade em que é possível verificar as seguintes características: 1. Desenvolvimento dos laços de dependência de homem para homem, no qual os guerreiros especializados ocupavam o patamar superior da hierarquia social. 2. Parcelamento máximo do direito de propriedade. 3. Hierarquia dos direitos sobre o parcelamento da terra em correspondência aos laços de dependência entre os homens. 4. Parcelamento do poder, criando em cada região instâncias autônomas. Isso significa qu...

A Batalha de Poitiers

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Créditos da imagem: https://www.britannica.com/ Em "outubro de 732 (...) dois exércitos encontram-se frente a frente (...) são dois mundos, duas civilizações que vão defrontar num campo de batalha, perto de Poitiers". É assim que o historiador francês Jacques Marseille abre o seu livro da coleção dirigida por ele, Grandes Momentos da História, destinada para o público infantojuvenil. De um lado, o emir Abd-er-Rhaman lidera os árabes com seus cavalos, cimitarras, arcos e lanças. Do outro lado, o mordomo do palácio Carlos Martel lidera os francos com seus enormes cavalos, capacetes, escudos, grandes espadas, lanças e machados. Nesta época, os últimos reis merovíngios eram muito fracos e perderam a sua autoridade. As guerras internas eram frequentes e várias regiões tornaram-se independentes como a Borgonha, Provença e a Aquitânia. O mordomo do palácio era uma espécie de principal ajudante do rei. Ele é quem administrava os domínios do reino e distribuía as rec...

O que é Jihad?

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Batalha de Badr. Crédito da imagem: https://www.nationalgeographic.org/ Jihad significa esforço e resistência constante . Geralmente, é traduzida como guerra santa . De fato, a jihad pode incorrer em batalhas militares. Porém, ela possui uma dimensão bem mais profunda do que apenas fazer guerra contra os infiéis. Segundo o historiador Jean-Paul Charnay, o Corão dá três significados para jihad: superação do ser, iniciativa guerreira e ascensão espiritual. O que ficou mais conhecido no ocidente é a segunda dimensão (iniciativa guerreira), que Maomé qualificou como pequena jihad. A grande jihad seria o aperfeiçoamento pessoal. Portanto, a questão central da jihad é um esforço espiritual para viver a fé de forma mais autêntica. Ela seria uma demonstração de fervor e de zelo pela fé diante os infiéis. Se por um lado o Islã afirma que não se pode forçar a conversão imediata dos infiéis, também há o entendimento de que aquele que morrer combatendo por Alá será recebido como mártir no pa...

O Rei Arthur existiu?

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Créditos da imagem: www.kidsnews.com.au Na história do Rei Arthur há uma mistura de lenda com realidade. Toda história lendária circula oralmente antes de ser escrita. No século IX Nennius menciona pela primeira vez um guerreiro chamado Arthur em sua livro "História dos bretões". Após vencer 12 batalhas contra os saxões ele morreu em Camlann em 537. De guerreiro, a cultura celta o transformou em rei. No século XII, o padre Godofredo escreveu um livro chamado "História dos reis da Bretanha". Nele, o Rei Arthur é apresentado como aquele que viveu na época do apogeu da cultura bretã, lutando no século VI contra os invasores saxãos. Ele, em um combate contra seu sobrinho Mordred, foi ferido mortalmente na Batalha de Camlann. Arthur foi levado para ilha de Avalon onde a fada Morgana (irmã do rei) cuidou de seus ferimentos evitando sua morte. Assim, surgiu a "esperança bretã", um mito de que um dia o Rei Arthur voltaria para recuperar seu trono, ou seja,...

A eleição do Papa Gregório VII

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Gregório VII foi papa entre os anos 1073 e 1085. Seu nome de batismo era Hildebrando (pais criativos!). Ele nasceu em Soana, uma cidade da Toscana (Itália) em 1020. Educou-se em um mosteiro na cidade de Roma e viveu como monge beneditino em Toul (Lorena). O século XI é marcado por conflitos entre o papado e o Sacro Império Romano Germânico. Basicamente, os imperadores interferiam em questões religiosas. A coisa foi tão séria que o Papa Gregório VI foi deposto pelo Imperador Henrique III em 1047. Hildebrando acompanhou o papa no exílio e a partir de Gregório VI, ganhou a confiança dos pontífices subsequentes (Leão IX, Vitor II, Estevão IX, Nicolau II) sendo secretário, legado pontifício e até conselheiro. Ele acumulou nesse tempo grande notoriedade a tal ponto de suceder o Papa Alexandre II, escolhendo como nome Gregório VII. A eleição de Gregório VII foi bem curiosa. Segundo os relatos de época, enquanto o corpo do Papa Alexandre II era inumado ouviam-se os gritos "Hildebran...

Vikings: os dragões ferozes

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Invasão ou expansão? Depende de que lado você está. Bom, na verdade as coisas não são tão simples... O fato é que os Vikings deixaram muita gente em pânico. Eles eram descritos como dragões ferozes que vinham pela névoa! Vik significa baía. Ou seja, eles eram aqueles que navegavam de baía em baía. Eles também eram conhecidos como normandos. Nordmanni significa "homens do norte". No final do século VIII, todos os anos eles faziam incursões pelos rios da Irlanda e de Inglaterra, pilhando igrejas e mosteiros. Depois, eles se estenderam para outros lugares da Europa com a mesma estratégia, que apesar de conhecida, era infalível. Vinham em silêncio com seus rápidos navios chamados  knorr . Como não havia barulho de deslocamento de tropas ou de cavalos, eles pegavam todos de surpresa e faziam a festa. Mas por que esses guerreiros partiram da Escandinávia em direção ao sul da Europa? Alguns dizem que o crescimento populacional gerou a necessidade desta empreitada. Outro...

A decadência moral da Igreja no século X

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Créditos da imagem: http://initiale.irht.cnrs.fr/decor/9181 O século X é conhecido com um período de forte crise no interior da Igreja. Parte dessa crise teve sua origem ainda no século IX. As invasões normandas e húngaras deixaram várias igrejas e mosteiros em ruínas, o que contribuiu para uma onda de pessimismo e de desorientação em parte do clero. Nos anos subsequentes se intensificou o processo de feudalização no interior da Igreja. Bispos se tornavam vassalos de nobres e lhes prestavam Homenagem. Além disso, bispados e mosteiros passaram a pertencer a senhores feudais. Assim, um dos fatores cruciais para compreender a decadência moral da Igreja no século X é a interferência do poder secular na Igreja. Nem o trono papal foi poupado. Neste período o papado ficou subordinado às famílias aristocráticas romanas e se transformando numa instância de poder a ser disputada entre elas. O assassinato era comum para eliminar os concorrentes ao trono pontifício. Como não se bastasse...

O Ideal do Cavaleiro Medieval

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Quando eu era pequeno adorava cavalgar num cabo de vassoura. Tinha uma espada e um arco construídos por mim. A garagem de casa era uma câmara de gás e havia o Castelo do Bem (na frente da casa) e o Castelo do Mal (atrás da casa). Passava horas cavalgado de um lado para o outro, lutando contra monstros e libertando princesas. Eu era um cavaleiro medieval sem saber... Talvez, é por isso que depois passei a gostar muito dos filmes que envolviam aquelas batalhas antigas. Espadas, escudos, lanças, armaduras, cavalos, guerras, torneios... É o que apareciam nos filmes sobre os guerreiros da Idade Média. Porém, a Ordem da Cavalaria possui tudo isso e muito mais! E este muito mais é o que deixa tudo mais interessante!!! A conduta de um cavaleiro era baseada nos seguintes preceitos: Bravura - Não temer a morte. Honra - Defender a sua honra e a honra da Cavalaria. Liberalidade - Distribuir com generosidade os seus bens. Acudir os pobres, as viúvas e os órfãos. Lealdade - Para co...

O beijo de Amor

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Você sabe quando o beijo na boca passou a significar uma demonstração de Amor? Foi na Idade Média! Por volta do século XII, na Europa Ocidental, surgiu uma nova forma de amor nas relações entre o homem e a mulher: o amor cortês. O amor cortês ou a cortesia se desenvolveu a partir de um modelo anterior que reforçou as relações de fidelidade entre os homens: a vassalagem. No ritual de vassalagem o vassalo prestava uma homenagem para o senhor. O que esta nova relação de amor fez foi colocar a mulher no lugar do senhor. Então, o homem, na cortesia, prestava homenagem e jurava fidelidade a sua dama amada. O ritual de vassalagem era selado com um beijo na boca entre o senhor e o vassalo. Com o amor cortês, esse beijo (agora entre um homem e uma mulher) significava o amor existente entre os dois. E assim, surgiu o beijo amoroso. Mas antes disso não havia beijo na boca? Em Roma Antiga ninguém beijava? Claro que sim! Mas o beijo não tinha este significado. Era uma forma de exci...

Garoto Gorfadinha em: Balada Medieval

Garoto Gorfadinha – Eu fui convidado para uma cerimônia do século XII. Estou a caminho da Bretanha, local da festa. Parece que é um acordo entre gente importante! Uns tais de senhores feudais. Vai ser coisa rápida... Bom mesmo é a balada que vai acontecer depois... Como são pessoas da alta sociedade, é claro que haverá uma super festa para comemorar o acordo!!! Estou atrasado! A cerimônia começou. Cerimoniário – Meu senhor Duque Henrique de Canterbury anuncio-te a chegada do nobre Conde Jaime de Oxford. Duque Henrique de Canterbury – Aproxime-se Garoto Gorfadinha – O Conde Jaime se ajoelha na frente do Henrique e coloca suas mãos unidas entre as mãos do duque. Conde Jaime de Oxford – Meu senhor Duque Henrique de Canterbury, eu me torno vosso homem. Garoto Gorfadinha – Agora um padre entra trazendo uma Bíblia. Ele está do lado do Jaime. Jaime se levanta, coloca sua mão direita sobre o Evangelho... Ah! Está prestando um juramento. Conde Jaime de Oxford – Na medida que...

O Contrato Vassálico

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Crédito da imagem: Ponderings of a Found Man #PraCegoVer Um nobre (vassalo) de joelhos diante de outro nobre (suserano) que está sentado. As mãos do vassalo estão entre as mãos do suserano. Um jovem sentado anota tudo o que está acontecendo nesse acordo entre os dois nobres. O Garoto Gorfadinha assistiu a uma cerimônia de Contrato Vassálico. Tratava-se de um acordo entre dois senhores feudais que legitimava as relações de um para c om o outro e criava um vínculo de dependência mútua. O senhor feudal concedia algum benefício ao vassalo e este lhe prestava um serviço. Este era o grande objetivo desse acordo: O vassalo (Conde Jaime de Oxford) prestava ajuda militar ao suserano (Duque Henrique de Canterbury) tornando-se seu conselheiro. Já o suserano dava proteção e sustento ao vassalo, isto é, lhe concedia um feudo. Esta cerimônia era cheia de significados e se dividia em duas partes: a Homenagem e a Fé. Homenagem vem do latim hominium que significa tornar-se homem de alguém. Na...

Pedro, o eremita e seu burrinho

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#PraCegoVer Pedro, o eremita está diante de vários soldados que estão partirndo para a cruzada. Pedro, o eremita, foi o mais famoso pregador popular das Cruzadas. Ele era respeitado tanto pelos nobres quanto pelos camponeses, sendo considerado um homem de Deus. Magro, de baixa estatura e roupas simples, Pedro com seu burrinho (dizem que era difícil saber qual era o Pedro e qual era o burro), percorria os vilarejos pregando o arrependimento dos pecados, a prática de boas obras e a partida dos cristãos para Jerusalém. Em todo lugar em que ele passava multidões se reunião ao seu redor para ouvi-lo. Sua simplicidade e eloquência comoviam a todos. Muitos deixavam tudo e o seguiam em direção à Terra Santa. A Cruzada popular chegou em Constantinopla antes dos exércitos dos barões. Diante da falta de alimentos e de muitas dificuldades, Pedro perdia a sua autoridade e muitos peregrinos praticavam saques na cidade. O forte desejo de chegar logo a Jerusalém fez com que os cruzados de Pedr...

Uma mulher foi a primeira historiadora das Cruzadas

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#PraCegoVer Um mosaico bizantino com o rosto da princesa Ana Comnena Sabe quem contou primeiro a história das Cruzadas? Foi uma mulher!!! Ana Comnena é considerada a primeira historiadora da Primeira Cruzada. Ela era filha do imperador bizantino Aleixo. Sendo de origem nobre, Ana Comnena recebeu uma invejável educação. Leu Homero, Platão, Aristóteles, estudou matemática, teologia e medicina, coisa muito rara para uma mulher naquela época. O relato da princesa revela que a Cruzada não se tratava de um exército marchando com homens inteiramente armados liderados por um comandante. Ao contrário, a princesa caracteriza a Cruzada como uma gigantesca multidão composta de homens, mulheres e crianças. Segundo a historiadora Régine Pernoud, graças à sua história, é possível entender a Cruzada como uma grande peregrinação armada e não somente como uma guerra convencional. Um fato curioso: a jovem donzela ficou apaixonada por um dos cruzados. Vejam o que Ana Comnena escreveu nos seus relat...

As obrigações do suserano

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Crédito da imagem: akg-images Podemos dizer que há um certo paralelismo entre as obrigações do senhor com as obrigações do vassalo. Ele também deveria ser fiel e ajudar o vassalo. Assim, o suserano não poderia prejudicar em nada ao seu homem. Quando necessário, também dava ajuda militar ao vassalo, conselho e sustento, que seria a concessão de um feudo (benefício). Esse feudo, geralmente, era uma parte das terras do senhor, mas poderia ser outra forma de sustento como direto de cobrança de pedágios, impostos ou tributos. Um bom senhor era generoso com seus vassalos. Um suserano poderia ser vassalo de outro senhor feudal. Da mesma forma, um vassalo também poderia ser suserano de outra pessoa. Leia também:  As obrigações do vassalo   Para saber mais sobre a Idade Média:

As obrigações do vassalo

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Créditos da imagem: commons.wikimedia.org O vassalo jamais poderia cometer uma ação que colocasse o suserano ou seus bens em perigo. Assim, ele não poderia comprometer a perda do castelo do seu senhor para algum inimigo ou fazer com que o senhor corresse risco de morte. Ele tinha de zelar pela honra do suserano. Porém, o principal objetivo do suserano era conseguir do vassalo ajuda militar, seja para um simples serviço de guarda do castelo, seja para uma guerra contra algum inimigo. Além da ajuda militar cabia ao vassalo fornecer ajuda material. Exemplos: pagar o resgate do senhor quando prisioneiro, arcar com as despesas do casamento da filha do senhor ou quando o filho tornava-se cavaleiro, ou ainda, quando o suserano partia para uma Cruzada. Outra obrigação do vassalo era a de atuar como conselheiro do senhor em situações difíceis. Para saber mais sobre a Idade Média:

Garoto Gorfadinha em: Morte aos ratos!!!

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Garoto Gorfadinha - Estou aqui na Ilê-de-France onde mais da metade da população já morreu pela peste. É um caos total pessoal! Quem não está vivo, está morrendo! Como fede esse lugar... Vou tentar falar com alguém. Pô pessoal, vocês não entendem que o problema está no rato? É a pulga dele que transmite a doença!!! Monge beneditino - Deixe de bobagem menino. Isto é um castigo de Deus pelos nossos malditos pecados. A IRA DIVINA É A CAUSA DESTE MAL!!! Ferreiro - Que castigo nada! É coisa dos LEPROSOS que contaminaram o ar! Comerciante - Não! São os JUDEUS que contaminaram a água que abastece a cidade! Garoto Gorfadinha - Calma pessoal, não é nada disso... Universitário - Eu, que estudo na Universidade de Paris, devo concluir que se trata de uma confluência cósmica. Os ASTROS... Velha rabugenta - Cale essa boca, seu almofadinha... Me ajuda aqui com esse corpo! Universitário - Digo a verdade, minha senhora. Júpiter, Saturno e Marte estão alinhados. Esta é a causa do grande mal... Garoto ...

Febre, espirros e tosses

Já pensou como as doenças conseguem mudar a História. Todos já ouviram falar da Peste Negra, não é mesmo?A Peste Negra, originária da Ásia, entrou na Europa pela Itália em 1347. Ela foi trazida pelos comerciantes genoveses. O resultado foi traumático. O rápido contágio e a morte imediata causavam pânico na população. Embora seja muito difícil especificar quantas pessoas morreram por essa doença, houve uma drástica queda demográfica na Europa. Isto acentuou a crise européia conhecida como Crise do Século XIV. Os primeiros sintomas da Peste Negra eram febre alta, náuses e forte cansaço. Este termo Peste Negra fazia referência às hemorragias escuras que surgiam na pele. Também é conhecida como peste bubônica, pois provocava inchaços (bubos) na garganta e axilas. Havia também uma variação pulmonar da doença.

Garoto Gorfadinha entrevista Urbano II

Garoto Gorfadinha, nosso super-herói, conseguiu entrevistar o Papa Urbano II logo após ele ter convocado uma Cruzada para o Oriente. Vejam que sensacional! Garoto Gofadinha - Santidade, o que levou o senhor a fazer esse discurso? Papa Urbano II - Bem, nos últimos tempos temos recebido notícias ruins a respeito dos cristão do Oriente. Os turcos muçulmanos estão ameaçando Bizâncio. Os cristão são hostilizados e os santuários invadidos por eles. As informações sobre Jerusalém também são preocupantes. Os muçulmanos profanaram os lugares santos do cristianismo. Até mesmo os peregrinos não conseguem visitar os locais sagrados pois são impedidos. Nós, cristão do Ocidente, não podemos fechar os olhos diante do sofrimento desses nossos irmãos. Além do mais, o imperador bizantino Aleixo, nos solicitou ajuda militar. Garoto Gorfadinha - O que o senhor vai fazer? Papa Urbano II - Como você ouviu, exortei os fiéis a marcharem para Jerusalém. É nosso dever ajudar os cristãos do Oriente ...

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