Vikings: os dragões ferozes
Invasão ou expansão? Depende de que lado você está. Bom, na verdade as coisas não são tão simples...
O fato é que os Vikings deixaram muita gente em pânico. Eles eram descritos como dragões ferozes que vinham pela névoa!
Vik significa baía. Ou seja, eles eram aqueles que navegavam de baía em baía. Eles também eram conhecidos como normandos. Nordmanni significa "homens do norte". No final do século VIII, todos os anos eles faziam incursões pelos rios da Irlanda e de Inglaterra, pilhando igrejas e mosteiros. Depois, eles se estenderam para outros lugares da Europa com a mesma estratégia, que apesar de conhecida, era infalível. Vinham em silêncio com seus rápidos navios chamados knorr. Como não havia barulho de deslocamento de tropas ou de cavalos, eles pegavam todos de surpresa e faziam a festa.
Mas por que esses guerreiros partiram da Escandinávia em direção ao sul da Europa?
Alguns dizem que o crescimento populacional gerou a necessidade desta empreitada. Outros dizem que houve uma centralização maior de poder na Escandinávia, o que levou guerreiros a partir para dominar outras regiões em busca de reputação e de ascensão social. Mas, o que importa mesmo é que eles não eram somente saqueadores. Na verdade, os Vikings participaram do comércio europeu, que foi estimulado em parte por uma outra expansão vinda da Arábia. Os muçulmanos, com uma velocidade notável, alcançaram a Pérsia, o Império Bizantino, a Ásia Central e o norte da África. Eles até entraram na Europa pela Península Ibérica e só foram barrados por Carlos Martel em 732 na Batalha de Poitiers. Esta expansão permitiu aos árabes grandes quantidades de prata e de ouro. Eles podiam comprar de tudo... É ai que entram os Vikings. Eles forneciam mercadorias, peles, armas, madeiras e escravos. Esse comércio estimulou os Vikings a navegar pela costa e entrar na Europa através de rios como o Danúbio, Reno, Volga, Loire... Assim, não demorou muito para os "homens do norte" marcarem sua presença na França (no norte, a Normandia), no Império Bizantino, na Rússia e há quem diga, até na América!
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