31 de agosto de 2007

O que há de comum entre Pedro Américo e Napoleão Bonaparte?

Este quadro todo mundo conhece: é o "Independência ou morte" pintado por Pedro Américo em 1888. Todos sabem que esta cena jamais aconteceu. Foi invenção de Pedro Américo para tornar o grito do Ipiranga um ato heróico e glorioso.

Agora, o que pouca gente sabe é que talvez Pedro Américo não tenha inventado a cena, mas "copiado". Olhe bem para o segundo quadro abaixo pintado em 1875 por Ernest Meissonier. Ele é sobre a vitoriosa batalha de Napoleão em Friedland no ano de 1807.

Alguns historiadores dizem que Pedro Américo teve como referência para o seu trabalho o quadro de Meissonier. Portanto, tratou-se de um "plágio" bem bolado.
D. Pedro I, assim como Napoleão Bonaparte, está montado no cavalo posto em uma elevação, cercado por uma pequena comitiva e fazendo o mesmo gesto. Napoleão segura seu chapéu. D. Pedro sua espada. Ambos estão na mesma posição do quadro. À direita, aparecem os cavalos. Meissonier os pintou como que saindo do quadro. Pedro Américo pintou os cavalos invertendo a posição deles.
Será que foi plágio mesmo ou uma feliz coincidência?

27 de agosto de 2007

O Bernardo nasceu e eu nem fiquei sabendo

Sábado, no encontro de professores dos colégios da Congregação Filhas de Jesus, recebi muitas felicitações, muitos meus parabéns e não entendia por quê.
Alguém escreveu no quadro de avisos do colégio que o Bernardo já havia nascido!!! É verdade que o marido é o último a saber de muita coisa, mas, neste caso...
Bom, ele ainda não nasceu. Porém, o intervalo das contrações está diminuindo. Já, já ele chega!

20 de agosto de 2007

O Brasil bem antes de Cabral

Esta é Niède Guidon, uma grande arqueóloga brasileira que revolucionou o estudo da Pré-História da América ao realizar escavações em sítios arqueológicos localizados em São Raimundo Nonato no Piauí.

Niède conseguiu encontrar vestígios da presença humana que datam de 57.000 anos atrás. Isso significa que já existia homem no Brasil antes da clássica teoria de povoamento da América pelo Estreito de Bering. Segundo essa teoria (defendiada por arqueólogos norte-americanos), nossos ancestrais teriam povoado o continente por volta de 40.000 atrás quando passaram por uma ponte e gelo que ligava a Ásia com o Alasca.

As descobertas de Niéde Guidon comprovam que houve mais uma rota de povoamento. Segundo ela, esta rota foi feita com embarcações vindas da Polinésia pelo Oceano Pacífico.

Agora, como ela conseguiu chegar a esta conclusão? Aguardem...

14 de agosto de 2007

História em Debate: Cotas raciais nas Universidades

Em março de 2005, Luís Nassif em sua coluna na Folha de S. Paulo defendeu a ausência das cotas raciais nas universidades públicas. Isto deu um bafafá...
Em 2006, um grupo de intelectuais elaborou um manifesto contra a aprovação dos projetos da Lei de Cotas e do Estatuto da Igualdade Racial. Esta atitude resultou num novo manifesto, agora dos defensores do sistema de cotas nas universidades.

Vejam um trecho dos manifestos:

Contra as cotas nas universidades

  • Se os projetos forem aprovados, a nação brasileira passará a definir os direitos das pessoas com base na tonalidade de sua pele, pela raça.
  • Políticas dirigidas a grupos raciais estanques em nome da justiça social não eliminam o racismo e pode até mesmo produzir o efeito contrário, dando respaldo legal ao conceito de raça e possibilitando o acirramento do conflito e da intolerância.
  • O principal caminho para o combate à exclusão social é a construção de serviços públicos universais de qualidade nos setores da educação, saúde e Previdência, em especial a criação de empregos.

A favor das cotas nas universidades

  • Foi a constatação da extrema exclusão dos jovens negros e indígenas das universidades que impulsionou a atual luta pelas cotas.
  • Para que as universidades públicas cumpram a sua função republicana em uma sociedade multiétnica e multirracial, deverão refletir as porcentagens de brancos, negros e indígenas do país.
  • As cotas incidiriam em apenas 2% do total de ingressos no ensino superior.

Clique em comentários e escreva a sua opinião sobre o sistema de cotas raciais nas universidades públicas.

Veja também
A polêmica gerada por Luís Nassif

2 de agosto de 2007

O beijo de Amor

Você sabe quando o beijo na boca passou a significar uma demonstração de Amor?
Foi na Idade Média!
Por volta do século XII, na Europa Ocidental, surgiu uma nova forma de amor nas relações entre o homem e a mulher: o Amor Cortês.
O Amor Cortês ou a Cortesia se desenvolveu a partir de um modelo anterior que reforçou as relações de fidelidade entre os homens: a vassalagem. No ritual de vassalagem o vassalo prestava uma homenagem para o senhor. O que esta nova relação de amor fez, foi colocar a mulher no lugar do senhor. Então, o homem, na Cortesia, prestava homenagem e jurava fidelidade a sua dama amada. O ritual de vassalagem era selado com um beijo na boca entre o senhor e o vassalo. Com o Amor Cortês, esse beijo (agora entre um homem e uma mulher) significava o amor existente entre os dois. E assim, surgiu o beijo amoroso.
Mas antes disso não havia beijo na boca? Em Roma Antiga ninguém beijava?
Claro que sim! Mas o beijo não tinha este significado. Era uma forma de excitar prazeres.
Leia também:

1 de agosto de 2007

Programa do Curso de História Medieval II

Instituto Maria Imaculada
Faculdades Integradas Maria Imaculada – Moji Guaçu

Curso: LICENCIATURA EM HISTÓRIA
DISCIPLINA: História Medieval II
Professor: Daniel Marques Giandoso
2º Semestre de 2007

I- Ementa
Gênese, natureza e desenvolvimento do Feudalismo. Sociedade e Cultura na Idade Média: Historia e Historiografia.

II- Objetivo
Permitir que os alunos conheçam os assuntos e os fatos centrais da Baixa Idade Média, bem como a relação existente entre eles e o legado presente em nossa sociedade.

Propiciar um debate historiográfico sobre os temas selecionados.

Introduzir os alunos em métodos de análise documental.


III- Metodologia
Apresentação do programa do curso através de aulas expositivas. Os alunos serão orientados na realização de leituras críticas e reflexivas dos textos historiográficos e na análise documental.

IV- Conteúdo
1. Cluny e a Reforma Gregoriana
2. As Cruzadas
3. O Ideal do Cavaleiro Medieval
4. Renascimento Comercial e Urbano: Guildas e Corporações
5. Arte Românica e Arte Gótica
6. São Bernardo e os cisterciences
7. As Universidades Medievais
8. Os reis taumaturgos: O exemplo de São Luis
9. As Ordens Mendicantes: São Francisco e São Domingos
10. Heresias Medievais e Inquisição
11. Declínio da Idade Média


V- Bibliografia

Básica
FRANCO JR., H. A Idade Média: o nascimento do ocidente. São Paulo: Brasiliense, 1999.
LE GOFF, J. Em busca da Idade Média. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
LEGOFF, J. O imaginário medieval. Lisboa: Editorial Estampa, 1994.

Complementar
ANDERSON, P. Passagens da antiguidade ao Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BLOCH, M. A sociedade feudal. 2. ed. Lisboa: Edições 70, 2001.
DUBY, G. (org.). História da vida privada: da Europa feudal à Renascença. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
FEBVRE, L. A Europa: gênese de uma civilização. Bauru, SP: EDUSC, 2004.
LE GOFF, J. As raízes medievais da Europa. Petrópolis, Vozes, 2007.
LE GOFF, J. O homem medieval. Lisboa: Editorial Presença, 1989.
PERNOUD, R. Luz sobre a Idade Média. Publicações Europa-América, 1997.PIRENNE, H. História econômica e social da Idade Média. São Paulo: Mestre Jou, 1982.