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TV Cultura e minha formação

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Eu cresci assistindo Bambalalão e na minha pré-adolescência adorava o Revistinha. Hoje, sou historiador não tanto por influências de professores que tive, mas pelos documentários sobre as culturas de diferentes povos e pelos programas com temáticas históricas que sempre vi na TV Cultura. Lembro-me do Tribunal da História, do Jornal da História, do Arqueologia, de diversos Especiais e dos fantásticos programas de entrevistas. Tudo despertava tanto encanto em mim, que a minha decisão em fazer História foi muito segura. Aliás, a TV Cultura foi muito importante para que eu entrasse em uma Universidade pública. Assisti o Vestibulando por três anos seguidos e tenho todas as aulas anotadas com detalhes!!! Loucura, né? Mas, sempre estudei em escola pública e não tinha dinheiro para pagar um cursinho pré-vestibular. Nem me fez falta, graças ao Vestibulando. Já na USP, fiquei emocionado sendo aluno da professora Maria Aparecida de Aquino que apresentou o Anos de Chumbo (não perdia um). No fi...

Papai Noel existe?

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Não! Mas já existiu!!! Segundo o professor Evaristo Eduardo de Miranda, o personagem Papai Noel foi inspirado em São Nicolau, arcebispo de Mira. Ele nasceu em 280 na cidade de Patara (Turquia). Este santo ficou conhecido por sua bondade e generosidade. Ajudava pessoas com problemas financeiros e presenteava crianças pobres. Consta que ele socorreu muitos marinheiros vitimados por naufrágios. Por isso, São Nicolau é padroeiro das crianças e dos marinheiros. E foram os marinheiros que espalharam as histórias e os feitos de São Nicolau pela Europa. A história do velho bispo que dava presente às crianças ganhou o mundo. Mas, como São Nicolau virou Papai Noel? Nos primeiros séculos do cristianismo o bispo era considerado um pai, pois ele ao ministrar o sacramento do batismo fazia nascer novos cristãos. Então, o bispo é o Pai na fé. St. Nicklauss deu origem ao inglês Santa Claus. O nosso Papai Noel veio do termo em francês Père Noel. Já Noel é uma redução do hebraico imanu'el que si...

Aprendendo na Pinacoteca

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Visitar um museu pode ser algo prazeroso ou pavoroso! Quantas vezes eu vi em museus pessoas cansadas, com cara de desespero, olhando e não vendo nada, morrendo de dores nas pernas... Quantas vezes eu vi monitores falando para grupos de adolescentes que tem "olhos mas não veem; ouvidos mas não ouvem"... Quantas vezes eu ouvi grupos de alunos com perguntas inteligentíssimas sobre as obras de arte, como: "Falta muito?" "Já vamos embora?" "Quando vamos comer?" Não se pode ver tudo em um museu. A visita deve ser preparada com objetivos muito claros e precisos. É melhor os alunos realizarem uma atividade de investigação a partir de um roteiro estabelecido pelo professor. Não se trata de ficar falando muito aos alunos. Conhecer os artistas, as obras ou a história e a importância do museu são questões importantes, mas que podem ser trabalhadas e debatidas com os alunos antes da visita na própria escola. No dia da visita é melhor o professor f...

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