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2 anos de Carbono 14

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No final de abril e início de maio de 2006 nasceu o Carbono 14. Lembro-me que na época escrevi sobre o 1º de Maio, uma teoria furada para mudar o nome do feriado. Tá curioso? Clique aqui . Este blog nada mais é do que a continuação de uma idéia que eu e um amigo, o historiador Leandro Villela de Azevedo, tivemos lá pelos anos 1998 na FFLCH-USP. Fizemos jornal online Presente do Passado . Nosso objetivo era apresentar a História de um jeito diferente, indo além dos livros didáticos. Escrever sobre o que pouco se fala aos alunos do Ensino Fundamental e Médio. Esperávamos ser decodificadores da linguagem acadênica apresentando-a de uma forma descontraída e cativante para despertar o interesse pela História. Este Blog ainda procura seguir estes princípios, embora sem grande êxito. Agradeço muito aos poucos e fiéis leitores do Carbono 14, razão deste blog.

Haussmann e a reforma urbana de Paris

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Créditos da imagem: baladesetpatrimoine.com #pracegover: foto do barão Hausmann sentado em uma cadeira com as pernas cruzadas lendo um papel. O barão Haussmann foi prefeito de Paris entre 1853-1870. Ele empreendeu uma profunda e polêmica reforma urbana que inspirou intervenções em várias outras cidades do mundo. O objetivo principal era modernizar Paris que em pleno século XIX mantinha muito de sua estrutura medieval, cujo centro era composto de muitos quarteirões insalubres. Seu projeto consistia em redesenhar o traçado urbano compondo uma “nova cidade” mais racional, organizada e harmônica. Para realizar esta tarefa foram necessárias várias demolições. Isso fez com que muitos estudiosos criticassem duramente essa haussmanização. As críticas não eram contrárias à reforma em si, mas sim à maneira como ela foi realizada. Neste período a França era governada por Luis Bonaparte (sobrinho de Napoleão) que implantou um governo imperial assumindo o nome de Napoleão III. Então, a refo...

Canudos não se rendeu

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Em 14 março de 1897 Euclides da Cunha publicou o artigo "A nossa Vendéia" no jornal O Estado de S. Paulo (na época Província). Depois foi enviado pelo jornal como correspondente de guerra à Canudos. Este artigo dividido em duas partes faz menção à Revolta da Vendéia (departamento francês) cujos habitantes (que não aceitaram a queda da monarquia) levantaram-se contra a República instalada pela Revolução Francesa numa guerra civil que só terminaria em 1799. Muitos identificavam essa revolta a um fanatismo religioso alimentado pelo clero local. Então, Canudos nada mais era do que um bando de fanáticos incapazes de reconhecer os avanços decorrentes do governo republicano. Ao descrever a geografia e a topografia da região, Euclides da Cunha disse que o sertanejo é um produto deste meio, e que, "como na Vendéia o fanatismo religioso que domina as suas almas ingênuas e simples é habilmente aproveitado pelos propagandistas do império". Ora, o grande propagandista do Impér...

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