20 de março de 2007

Unificação Italiana por Giuseppe Mazzini


“Somos um povo de 21 a 22 milhões de homens designados, há tempos imemoráveis, sob o nome de povo italiano, encerrados dentro dos limites naturais mais precisos jamais traçados por Deus: o mar e as montanhas mais altas da Europa. Falamos a mesma língua, temos as mesmas crenças, os mesmos costumes, os mesmos hábitos; orgulhamo-nos do mais glorioso passado político, científico, artístico conhecido da história européia. Não temos bandeira, nem nome político, não temos voz entre as nações da Europa. Nós não temos um centro comum. Nós somos desmembrados em oito Estados, independentes um do outro, sem aliança, sem unidade objetiva, sem contatos recíprocos regulares. Oito linhas de alfândega, sem contar os impedimentos que resultam da triste administração interior de cada Estado, dividem nossos interesses materiais, colocam obstáculos em nossos progressos, impedem todo o crescimento manufatureiro, toda a atividade comercial externa. Proibições ou direitos enormes impedem a importação e a exportação. Produtos do solo e da indústria sobram numa província da Itália e fazem falta em outra sem que se possa restabelecer o equilíbrio, vender ou trocar o supérfluo. Oito sistemas diversos de moedas, de pesos e medidas, de legislação civil, comercial ou penal, de organização administrativa, tornam-nos estrangeiros uns dos outros. Não existe liberdade de imprensa, nem de associação, nem de palavra, nem de petição coletiva, nem de introdução de livros estrangeiros, nem de educação: nada. Um desses estados, que compreende um quarto da península, pertence à Áustria; os outros, dela seguem, cegamente, a influência”.
Giuseppe Mazzini (1805-1872)

15 de março de 2007

Eu preciso continuar falando...

O resultado das escolas públicas no ENEM deveriam mobilizar os estudantes bem mais que os protestos contra o Bush!
Uma boa idéia mal aplicada torna-se prejudicial. E uma boa idéia insistentemente mal aplicada torna-se uma catástrofe!
Foi o que aconteceu com a PROGRESSÃO CONTINUADA. Seus defensores queriam restaurar uma educação não baseada na reprovação punitiva. Se o aluno não atendeu aos pré-requisitos básicos daquela série, ele pode recuperá-los no ano seguinte... Reprová-lo diminuiria sua auto-estima... Outro argumento era que o aluno reprovado, geralmente, abandonava a escola contribuindo para a temida evasão. Portanto, é melhor mantê-lo na escola e resolver suas dificuldades pedagógicas ao longo do percurso. Procurou-se então democratizar o ensino fazendo com que todos os alunos tivessem acesso à escola. Assim, uma reprovação retiraria uma vaga daqueles que estavam afastados.

O problema é que esta "excelente" idéia deveria ser o fim de um processo e não o início. Tal mudança necessitava primeiro de uma tranformação estrutural do ensino que permitisse ao professor um tratamento quase que individualizado do aluno. Só assim seria possivel conhecer os reais problemas de aprendizagem. Para isso, o professor deveria trabalhar poucas horas em sala de aula e muito mais fora dela, preparando atividades e trabalhos diferenciados de acordo com a demanada de cada aluno. Um ensino personalizado focado nas necessidas do indivíduo requer um número reduzido de alunos em sala (e não os 45 atuais), materiais pedagógicos espefícos e uma estrutura de especialistas como psicólogos, psico-pedagogos e outros funcionários voltados exclusivamente para o contato com as famílias.

Não se discute o princípio. É evidente que o melhor é manter o aluno na escola; é claro que uma atuação pedagógica meramente punitiva não educa ninguém; é claro que num estado democrático de diretos todos devem possuir as mesmas oportunidades, neste caso, educação assegurada.

Porém, os resultados mostram que a PROGRESSÃO CONTINUADA só serviu para ampliar as estatísticas do governo. Ficou evidente neste último ENEM, que os alunos pouco ou nada sabem. Com este sistema implantado pelo Governo do Estado de São Paulo desde 1997 a escola deixou de ser um ESPAÇO DE CONHECIMENTO e de REFLEXÃO e se transformou num ESPAÇO ALTERNATIVO DE SOCIABILIZAÇÃO. O aluno não precisa mais estudar e não possui nenhuma responsabilidade nem com o conhecimento, nem com a sua formação.

Entre o ter de fazer e o não precisar fazer, qual a escolha natural? E para o governo, a culpa pela fracasso continua sendo do professor.

9 de março de 2007

A lógica das fábricas

As invenções e as fábricas foram dois grandes motores da Revolução Industrial que teve início no século XVIII. Este acontecimento que mudou a história do mundo, por um lado, pode ser entendido como uma consequência do desenvolvimento do capitalismo; por outro lado, também é possível dizer que o capitalismo atual atingiu esse grau de complexidade pela própria expansão industrial.

Em busca do lucro a qualquer custo, os industriais adotaram a lógica de produzir cada vez mais num tempo cada vez menor. Assim, era necessário aumentar as horas e o ritmo de trabalho. Para atingir esse objetivo, os trabalhadores tinham de atuar de forma organizada e intensa com tarefas repetitivas.

Nas fábricas, pregava-se a ideologia do tempo útil, ou seja, o trabalhador ficaria rico se com a sua habilidade, conseguisse usar cada segundo do tempo para produzir mais. É claro que ele não se enriquecia. É por causa dessa ideologia que ainda hoje ouvimos a famosa frase: tempo é dinheiro.

A situação dos operários nas fábricas era terrível. Viviam em condições de miséria trabalhando no limite da resistência física. Os industriais pagavam baixos salários para garantir maiores lucros. As fábricas abrigavam famílias inteiras. Porém, as mulheres e as crianças recebiam bem menos que os homens. Os maltratos eram rotineiros e a mortalidade entre os operários era elevada. Doenças como tuberculose, asma, raquitismo e acidentes graves no manejo das máquinas eram constantes. Outro problema era o alto índice de alcoolismo, fuga que os trabalhadores encontravam diante da difícil situação, o que só piorava as coisas.

Com o passar dos anos, no século XIX, os operários começaram a se organizar em sindicatos e a reivindicarem direitos através de greves. Na verdade, os direitos trabalhistas nunca foram uma benevolência por parte da elite industrial. Eles resultaram de um longo processo de luta.

7 de março de 2007

Projeto Integrando Amazônia

Lindinhos!

Vocês deverão escolher em um dos sites sobre o Projeto Integrado que estão ao lado, um artigo, uma reportagem, uma entrevista... sobre a AMAZÔNIA [meu, num agüento mais!!!].

Depois, clique em COMMENTS. Copie e cole o link do texto que você escolheu. Escreva um breve resumo e um breve comentário. Depois, selecione OUTRO, escreva seu NOME e SÉRIE e clique no botão laranja PUBLICAR COMENTÁRIO.

E todos serão felizes para sempre!

P.S. A foto é de uma aldeia Yanomami.

Se serve como consolo, nada está tão ruim que não possa piorar

O jornal Folha de S. Paulo publicou no dia 6 mar. 2007 uma reportagem sobre o resultado das escolas públicas de São Paulo no ENEM. De 621 escolas, nenhuma conseguiu nota acima de 50 pontos (a prova valia 100). Isto é, ninguém atingiu a metade da prova, o que prova o fracasso do ensino público paulista. Disso, todos já sabiam, até mesmo o governo...

É claro que esta triste realidade é conseqüência de quase 10 anos de progressão continuada. Ao invés do governo reconhecer o erro, culpa os professores. Segundo a Secretária da Educação, a progressão continuada não funciona porque o professor não gosta...