22 de fevereiro de 2007

Que narigão! É por isso que Marx não gostava deles?

Este é Saint Simon, um importante socialista utópico francês. O termo socialismo utópico foi criado por Karl Marx. Trata-se de uma crítica feita aos socialistas anteriores a ele. Bom, pelo tamanho do nariz, dá pra pensar que para Marx, os utópicos eram todos mentirosos... Brincadeiras à parte, na verdade, ao contrário do que muita gente pensa, esta crítica não consistia em dizer que os socialistas utópicos foram assim chamados porque não possuíam idéias concretas. É muito comum ler isso em livros didáticos. Porém, Owen, Fourier, Blanc possuíam idéias bem concretas para melhorar a vida dos trabalhadores.

A critica de Marx aos primeiros socialistas é mais profunda. Segundo o criador do Socialismo Científico, os utópicos viam os trabalhadores apenas como uma classe sofredora que precisa da ajuda e dos bons sentimentos da burguesia. Para ele, os utópicos pretendiam atenuar as desigualdades sociais por meios pacíficos e não viam nos operários uma classe política portadora de uma força revolucionária.

Outra crítica importante de Marx é que todas as alternativas dos utópicos em prol dos trabalhadores possuíam alcance reduzido, como os falanstérios idealizados por Fourier.

Marx até poderia ter falado sobre o ladrão de oxigênio. Mas, se Saint-Simon tinha um super nariz, Marx tinha uma super barba...

Veja também
Socialismo Científico

20 de fevereiro de 2007

Passeio no Zôo


Sábado passado fomos passear no Zoológico. Francesco, que adora assistir o Zoobumafoo ficou encantado vendo os bichos. O Zôo de SP está bem diferente com novas instalações e novos animais. Foi muito legal! Mas depois, fiquei um pouco triste... Será que num futuro não muito distante os animais só serão encontrados em cativeiro?

15 de fevereiro de 2007

Sociedade Alternativa


Em uma entrevista, Raul Seixas disse que em 1974 foi expulso do país quando os militares o interrogaram sobre a localização da Sociedade Alternativa. Ele disse que era apenas uma música. E era mesmo.

A Sociedade Alternativa nunca existiu realmente. Na verdade, nem se tratava de um conjunto de idéias claras ou propostas objetivas. Tratava-se de um sonho. Mas o termo assustava, uma vez que ficava claro que a sociedade da época não bastava, precisava ser reformada ou substituída.

A Sociedade Alternativa era uma mistura de princípios filosóficos com ocultismos e esoterismo idealizados por Raul e por Paulo Coelho. Eles foram influenciados por um ocultista inglês chamado Aleister Crowley. O princípio básico, que está presente na letra da música é: "faça o que tu queres, pois tudo é da lei". Então, a única lei é fazer o que quiser. Isto deve ser entendido dentro do contexto de ausência de liberdade imposta pelos militares na época.

Embora a idéia de acabar com o governo não estivesse claramente explícita, fica evidente alguns princípios anarquistas que foram criados no século XIX, como a não obediência a uma autoridade ou a submissão a leis.
É próprio da juventude questionar valores estabelecidos. E realmente, a idéia de associar a liberdade com fazer o que se quer, fascina. Isso é perigoso e irrealizável. Durante muito tempo a liberdade era considerada um privilégio e não sinômino de independência.
Podemos dizer que um pretensa liberdade baseada única e exclusivamente em disposições individuais pode se transformar numa forma de escravidão: a escravidão da própria vontade.
Porém, até em sociedades tidas como "arcaicas e conservadores" como a sociedade medieval, o fazer a própria vontade era admitido dentro de um critério muito esclarecedor. Dizia Santo Agostinho: "Ame e faça o que quiseres". Quem ama não prejudica nem a si e nem a outros. Não é este o perigo de uma liberdade desmedida?

1 de fevereiro de 2007

Uma trégua para uma pelada


Coisas surpreendentes acontecem a todo momento. Durante a Primeira Guerra Mundial, soldados inimigos fizeram uma trégua para jogar futebol!!!

Ingleses e alemães já cansados da guerra e de viver em condições terríveis nas trincheiras, por algumas horas se tornaram irmãos: trocaram alimentos, dançaram e até fizeram uma pelada.

Esta é uma daquelas histórias difíceis de se acreditar. Tudo aconteceu no dia de Natal em 1914. Os alemães começaram a cantar hinos religiosos e tradicionais para comemorar o nascimento de Jesus. Os ingleses responderam da mesma forma. Quando cessaram as músicas, um soldado alemão saiu desarmado da sua trincheira e se dirigiu ao 'inimigo' para desejar Feliz Natal. Esta atitude encorajou muitos outros soldados que fizeram a mesma coisa. Mesmo sem saber a língua do inimigo se comunicavam com gestos e dividiam cigarros, bebidas, mostravam fotos da família de uma forma tão descontraída que nem parecia guerra. E assim ficaram toda a noite e o dia seguinte.

Quando os comandantes e generais souberam da notícia temeram que um clima de paz se espalhasse entre todos os soldados em outros campos de batalha e ordenaram que o combate se reiniciasse imediatamente. A ordem foi cumprida, mas ninguém mirava no alvo. Aqueles soldados haviam se tornado amigos e não conseguiam mais se matar. Só tempos depois, com a substituição de parte das tropas, a guerra recomeçou.
Leia também