29 de maio de 2006

A pergunta que não quer calar!

Todos estão loucos de curiosidade!
Afinal, QUAL É A IDENTIDADE SECRETA DO GAROTO GORFADINHA? Este é o mistério do século!
Em 16 de maio, Garoto Gorfadinha deu o ar da graça no carbonocatorze já dizendo porque veio.
Depois, ele teve um fantástico encontro com o Papa Urbano II que convocou a Primeira Cruzada.
E, por fim, nosso fantástico herói acabou com a epidemia de Peste Negra na França!
Uau!!! Quem é esse super garoto?
Alguém se arrisca em resolver esse intrigante dilema?

28 de maio de 2006

Garoto Gorfadinha em: Morte aos ratos!!!


Garoto Gorfadinha - Estou aqui na Ilê-de-France onde mais da metade da população já morreu pela peste. É um caos total pessoal! Quem não está vivo, está morrendo! Como fede esse lugar... Vou tentar falar com alguém.
Pô pessoal, vocês não entendem que o problema está no rato? É a pulga dele que transmite a doença!!!
Monge beneditino - Deixe de bobagem menino. Isto é um castigo de Deus pelos nossos malditos pecados. A IRA DIVINA É A CAUSA DESTE MAL!!!
Ferreiro - Que castigo nada! É coisa dos LEPROSOS que contaminaram o ar!
Comerciante - Não! São os JUDEUS que contaminaram a água que abastece a cidade!
Garoto Gorfadinha - Calma pessoal, não é nada disso...
Universitário - Eu, que estudo na Universidade de Paris, devo concluir que se trata de uma confluência cósmica. Os ASTROS...
Velha rabugenta - Cale essa boca, seu almofadinha... Me ajuda aqui com esse corpo!
Universitário - Digo a verdade, minha senhora. Júpiter, Saturno e Marte estão alinhados. Esta é a causa do grande mal...
Garoto Gorfadinha - Pessoal! Será que alguém pode me ouvir?
Monge beneditino - Quem é você?
Garoto Gorfadinha - Eu sou o Garoto Gorfadinha. Estou aqui para ajudá-los. É só acabarmos com os ratos e tudo se resolverá.
Ferreiro - Ratos? Convivemos há tanto tempo com eles e nunca tivemos problemas!
Velha rabugenta - Se acabarmos com os ratos, o que vamos comer?
Garoto Gorfadinha - Eu usarei meus super-poderes para ajudá-los! Vou atacar os ratos com minha arma secreta: SUPER JATO DE GORFO PARALISANTE ATIVAR!!!!!
Comerciante - Meu Deus! Que milagre! Os ratos viraram estátuas!
Garoto Gorfadinha - Agora é com vocês pessoal. Limpem bem esta sujeira nojenta e enterrem os cadáveres. Até a próxima!

27 de maio de 2006

Febre, espirros e tosses


Como uma medicina tão avançada não consegue dar conta da gripe? Quem ama biologia, certamente dirá algo parecido como: "é que há uma infinidade de vírus que a provoca... blá, blá, blá..."
A gripe derruba a gente... Estou amuado há 4 dias... Mas não vão ficando alegrinhos, pois eu vou dar aula do mesmo jeito e vou contaminar todos vocês... Há Há Há!!!

Então, aí eu fui pensando como que as doenças conseguem mudar a História. Todos já ouviram falar da Peste Negra, não é mesmo? Esta xilogravura é de 1522. Trata-se da visita de um médico a um paciente com peste. Repare como todos estão horrorizados com a situação do infeliz...

A Peste Negra, originária da Ásia, entrou na Europa pela Itália em 1347. Ela foi trazida pelos comerciantes genoveses. O resultado foi traumático. O rápido contágio e a morte imediata causavam pânico na população. Embora seja muito difícil especificar quantas pessoas morreram por essa doença, houve uma drástica queda demográfica na Europa. Isto acentuou a crise européia conhecida como Crise do Século XIV.

Os primeiros sintomas da Peste Negra eram febre alta, náuses e forte cansaço. Este termo Peste Negra fazia referência às hemorragias escuras que surgiam na pele. Também é conhecida como peste bubônica, pois provocava inchaços (bubos) na garganta e axilas. Havia também uma variação pulmonar da doença.

Pensando bem, esta minha gripe não é nada. Mas, que aborrece, aborrece...

19 de maio de 2006

Garoto Gorfadinha entrevista Urbano II


Garoto Gorfadinha, nosso super-herói, conseguiu entrevistar o Papa Urbano II logo após ele ter convocado uma Cruzada para o Oriente. Vejam que sensacional!

Garoto Gofadinha - Santidade, o que levou o senhor a fazer esse discurso?

Papa Urbano II - Bem, nos últimos tempos temos recebido notícias ruins a respeito dos cristão do Oriente. Os turcos muçulmanos estão ameaçando Bizâncio. Os cristão são hostilizados e os santuários invadidos por eles. As informações sobre Jerusalém também são preocupantes. Os muçulmanos profanaram os lugares santos do cristianismo. Até mesmo os peregrinos não conseguem visitar os locais sagrados pois são impedidos. Nós, cristão do Ocidente, não podemos fechar os olhos diante do sofrimento desses nossos irmãos. Além do mais, o imperador bizantino Aleixo, nos solicitou ajuda militar.

Garoto Gorfadinha - O que o senhor vai fazer?

Papa Urbano II - Como você ouviu, exortei os fiéis a marcharem para Jerusalém. É nosso dever ajudar os cristãos do Oriente com uma guerra religiosa! Temos de libertar Jerusalém por amor a Cristo! Toda a cristandade está convocada. Pobres e ricos, soldados e camponeses. O próprio Deus conduzirá a todos!

Garoto Gorfadinha - Mas Santidade, a Igreja não prega o amor e a paz? Como então fazer uma guerra agora?

Papa Urbano II - Guerra e Fé não estão tão afastadas assim, meu jovem. Várias guerras estão presentes nas Sagradas Escrituras. Israel teve de lutar para entrar na Terra Prometida. E o Rei Davi, quantas vezes não enfrentou os filisteus em suas batalhas? Jesus também disse: não vim trazer paz ao mundo, mas espada.
Contudo, a guerra não pode ser um princípio, mas uma conseqüência. Se for um princípio, ela será má. Apenas Deus pode tirar a vida. E Jesus nos mandou amar os inimigos.
Mas a guerra também pode ser uma conseqüência necessária. Quando alguma coisa nos ameaça é legítimo nos defendermos dela. É o que podemos chamar de guerra justa. Esse tipo de guerra é da vontade de Deus.
Veja bem, os barões cristãos aqui no Ocidente estão lutando entre si e se matando. A guerra religiosa unirá a todos frente a um inimigo comum.

Garoto Gorfadinha - Que benefícios terão os que partirem para o Oriente?

Papa Urbano II - O maior benefício é o de estar a serviço de Deus. Mas, os que partirem terão seus bens protegidos pelas Igrejas locais. Isso será uma garantia de que nada será roubado ou perdido. Tudo deverá ser entregue aos que voltarem. Todos os que morrerem na jornada serão absolvidos de seus pecados. Aqueles que piedosamente forem para a Terra Santa receberão as indulgências.

Garoto Gorfadinha - Indulgência? O que é isso?

Papa Urbano II - O pecado tem duas conseqüências: a pena eterna que nos priva da vida eterna e a pena temporal que são sofrimentos que decorrem do pecado em nossa vida terrena. A confissão suprime a pena eterna, mas as conseqüências do pecado em nossa vida cotidiana permanecem. A indulgência redime essa pena temporal. Mas ela só vale para os pecados já confessados!

Garoto Gorfadinha - Nossa!!! Eu pensava outra coisa! Mas, voltando a expedição para o Oriente, quando os guerreiros partirão?

Papa Urbano II - Em agosto, no verão do próximo ano, todos devem estar prontos para partir. Os guerreiros devem se encontrar em Constantinopla.

Garoto Gorfadinha - Quem não pode ir?

Papa Urbano II - Os padres e religiosos só poderão partir se receberem permissão de seus superiores. Os idosos, enfermos e crianças devem sem desencorajados, mesmo que queiram partir. Também os jovens, recém-casados, só podem ir com o consentimento de suas esposas.

Garoto Gorfadinha - O senhor vai?

Papa Urbano II - Não, não meu jovem...

18 de maio de 2006

As Cruzadas: Estamos sendo invadidos!

Por: Daniel Marques Giandoso

Os cristãos partiram para a Cruzada convictos de estarem obedecendo a vontade de Deus. É certo afirmar que o motivo da Primeira Cruzada foi religioso: retomar o túmulo de Cristo.

Porém, quando estudamos história, não devemos nos esquecer que um mesmo acontecimento provoca impactos diferentes nos grupos humanos. Assim, é sempre bom investigar a história em diferentes ângulos.

Como será que os muçulmanos reagiram diante desse acontecimento?
O que eles pensavam das Cruzadas?
Os árabes se referiam aos cruzados como invasores. Eles o chamavam de franj, já que muitos eram francos (franceses).

Os cruzados encontraram inicialmente, uma certa facilidade para realizar as suas conquistas. Isso porque não havia uma unidade entre os sultãos. Embora muçulmanos, muitos eram inimigos entre si. Então, cada sultão lutava sozinho contra o exército dos franj. Os próprios árabes demoraram cinqüenta anos para se organizarem em uma guerra de grandes proporções. Os líderes do Islã, viam nessa marcha dos cristãos, apenas mais um capítulo da rivalidade entre as duas religiões, que já havia entrado em luta em outras ocasiões.

Todas as cidades conquistadas pelos muçulmanos estavam anteriormente sob o domínio do imperador bizantino. Era de se esperar que um dia, os cristão tentariam retomá-las. É por isso que no princípio, as cruzadas não foram levadas muito a sério. Nada de tão novo estava acontecendo. É claro que os muçulmanos se enganaram.

A cada avanço dos cruzados, o temor se intensificava. Os cronistas árabes relatam com horror as batalhas. Na realidade, o que é relatado pelos cronistas sempre esteve presente em qualquer guerra. Mas a fúria com que os cristãos lutavam por sua religião causava espanto.

Os franj, a caminho de Nicéia, são acusados de realizarem grandes saques por onde passavam massacrando camponeses e queimando pessoas vivas.

A cidade de Antioquia foi incendiada. Homens, mulheres e crianças que corriam tentando fugir eram degoladas pelos cavaleiros que os alcançavam com facilidade.

Também na cidade de Maara, os árabes mencionam uma grande carnificina. Contudo, é importante lembrar que, geralmente, o número de pessoas mortas é exagerado. No caso de Maara, os franj são acusados de antropofagia.

Finalmente, em Jerusalém, os relatos dos próprios cruzados dão a dimensão do massacre ocorrido na Cidade Santa. Corpos se amontoavam e o sangue corria pelas ruas estreitas. No Templo do Jerusalém, os guerreiros cavalgavam com o sangue das vítimas até a altura de seus joelhos!
Após anos de caminhada passando por grandes sofrimentos e privações, é de esperar que os cruzados entrassem em Jerusalém com grande fúria. Os habitantes que conseguiram escapar, impressionados, chamavam os franj de fanáticos. Depois de três dias, praticamente não se via mais judeus ou muçulmanos na cidade.

17 de maio de 2006

Como começou a Primeira Cruzada

Por: Daniel Marques Giandoso

A Primeira Cruzada foi convocada durante o Concílio de Clermont realizado entre os dias 18 e 28 de novembro de 1095.
As palavras do Papa Urbano II foram relatadas por cinco cronistas: Roberto, o monge; Baudri de Dol; Fulcher de Chartres; Guiberto de Nogent; Guilherme de Malmesbury.

O problema é que todos escreveram seus relatos alguns anos após o concílio. Assim, é possível que algumas coisas tenham sido acrescentadas ao discurso do Papa mediante os primeiros resultados da cruzada. Outro problema é que as versões dos cronistas variam de uma para outra.

Porém, é certo que as palavras do papa causaram impacto e despertaram um grande entusiasmo nos ouvintes que gritavam: “Deus o quer!”
Após o discurso de Urbano II, clérigos e guerreiros ajoelharam-se diante dele pedindo permissão para participar da guerra.

O papa continuou percorrendo a Gália e proferindo sermões. Incentivava todas as pessoas a tomarem “a via do Senhor”.

Porém, a maioria das pessoas que partiram para a Cruzada não tinham ouvido o discurso do Papa. Muitos eram contagiados pelos discursos de pregadores populares, como Pedro, o eremita.

16 de maio de 2006

Garoto Gorfadinha: A Missão


Atenção pessoal!!!
É com grande satisfação que lhes apresento um novo super-herói!
GAROTO GORFADINHA!!!

Sua Missão...
A sua principal missão é impedir a propagação de alunos preguiçosos e “sem noção” pelo mundo.
Para combater os burraldos, Garoto Gorfadinha utilizará seus super poderes. Ele percorrerá todas as épocas da história e estará lá (ao vivo) contando tudinho de um jeito bem particular.
Aguardem!!!

14 de maio de 2006

Rá tim bum!!!


Hoje, fomos a uma festa de aniversário. A Kiara fez 5 anos! Provamos um belo churras, docinhos e, claro, o bolo de chocolate delicioso. Eu sou alérgico a chocolate... mas, mesmo correndo risco de morte, não resisti àquela coisa do amor...

Disso de comemorar acontecimentos importantes com bolo, acabei me lembrando de algo que uma colega de faculdade falou em um seminário sobre Religião Romana. Antes, devo dizer que, quando nos casamos, fizemos questão de não fazer bolo de noiva, o que desapontou muita gente...

Bom, mas o que eu ia dizer mesmo é, que na apresentação dessa minha colega, ela explicou o por que desse costume de comer bolo em casamento. Isso devemos aos romanos!!! Na Roma Antiga, ao formalizar o contrato de casamento, a noiva deixava de pertencer à família de seus pais e passava a pertencer à família do noivo. A maneira de ritualizar esse procedimento era mais ou menos assim: a mãe da noiva preparava uma refeição para a filha. Esta, recusava o alimento que a mãe lhe oferecia. Isso era o rompimento com a sua família.

O noivo levava sua donzela para a casa de seus pais. Lá, a sogra esperava os dois pombinhos com um bolo preparado por ela... o Bolo da Noiva. Ao chegarem, a mãe do noivo oferecia um pedaço do bolo à moça que prontamente aceitava, provando a guloseima... Ao aceitar o bolo, a noiva passava para a sua nova família.

Bom, agora vou beber meu leite antes que vire aquela crosta de nata nojenta...
Boa semana!

13 de maio de 2006

Uma llama pela Petrobras


Por um cavalo o Brasil comprou o Acre da Bolívia! Fiquei sabendo (por fontes seguras), que Evo Morales já ofereceu uma llama pela Petrobras! Na verdade, o animal já está a caminho. A simpática llama já tem endereço certo. Ficará no quintal da Palácio do Alvorada junto com as emas...

A declaração do presidente boliviano Evo Morales sobre as supostas atuações irregulares da Petrobras em seu país causou muita indignação do governo brasileiro. Bom, se Morales pautou sua campanha à Presidência da Bolívia na nacionalização do petróleo e do gás natural, nada mais justo que ele realize sua promessa. É isso que os seus eleitores esperam dele. Os bolivianos, espoliados a décadas, devem controlar e usufruir de suas riquezas naturais. E de fato, enquanto país soberano, o governo não deve dar explicações a ninguém sobre as decisões que são importantes para o povo.

Agora, que história é essa de dizer que o Acre foi trocado por um cavalo? É um absurdo histórico!

Essas intriguinhas entre nós, cucarachas sul-americanos subdesenvolvidos é bom para quem? O fato é que a tão sonhada integração latino-americana defendida por Simon Bolivar sempre foi e continua sendo conversa. Na hora do vamos ver, cada um defende o seu interesse. Isso é próprio da natureza humana. Acordos econômicos e políticos não provocam união real entre os homens...

7 de maio de 2006

Eu odeio comer verdura

Bom, toda criança se queixa de ter de comer alguma coisa. E sempre têm aquelas que fazem uma birra desgraçada. Isso ainda não acontece com o meu Francesco, que já come uma deliciosa sopinha de espinafre, mandioquinha, cenoura, batata, chuchu... uhhh... Ele ainda não fala, não pode reclamar... Mas tudo é uma questão de hábito. O problema é que muitas crianças, com a conivência dos pais, se privam de experimentar muitas coisas e emitem juízo sobre o que gostam ou que não gostam antes mesmo de sentir o sabor.

Veja bem. Não devemos experimentar tudo e qualquer coisas nesta vida. Por exemplo: a insuportável da Branca de Neve, que o Francesco assiste 4 vezes por dia, tinha de comer aquela maldita maça? Ela foi por aquilo que aparentava ser bom e se deu mal... Que o diga a Eva...

Mas nessa história das crianças deixarem de comer verduras e legumes invadiu a mídia nos últimos dias. Dentre as notícias desta semana, vimos que um (outro) Garotinho (bem diferente do Francesco) que sonha em ser Presidente da República, andou aprontando as suas birrinhas e parou de comer! A justificativa do pré-candidato à presidência pelo PMDB para a sua greve de fome é a "perseguição da mídia" (Globo e Veja) à sua pessoa. Esse jejum que beira a patetice começou após denúncias de irregularidades de doações de ONGs - contratadas a prestarem serviços ao governo do Rio de Janeiro - à candidatura de Garotinho.

De um Garotinho só se pode esperar uma atitude infantil como esta. Mas, não de alguém que quer ser Presidente do Brasil.

Muitas pessoas já fizeram greves de fome e conseguiram seus objetivos. Vejamos o exemplo de Mahatma Gandhi (1869 – 1948). Para defender a independência da Índia contra o domínio britânico, Gandhi adotou a desobediência civil, o pacifismo e praticou várias vezes greve de fome até ser ouvido. Seu sacrifício pessoal visava uma causa nobre. Mas o Garotinho, que quer ser Presidente da República, parou de comer porque falaram mal dele... Birra de criança deve ser ignorada. É só a mamãe retirar a internet dele e tudo se resolverá.

5 de maio de 2006

Cinema: um Coliseu moderno

Por: Daniel Marques Giandoso
Por que os romanos iam ao Coliseu? Para se divertirem, é claro. Mas saber que essa diversão era provocada pelo derramamento de sangue e pela violência dos gladiadores, pode nos deixar chocados. Como sentir prazer em presenciar a morte de outra pessoa? E os animais? Certamente, os ecologistas ficariam com arrepios diante dos inúmeros animais sacrificados na arena!

Bom, hoje é muito comum a TV e os jornais darem destaque à violência nas grandes cidades. Ela é tão forte que temos medo de sair nas ruas, de parar o carro nos semáforos e, tememos, até mesmo as crianças que se aproximam de nós.

Para aqueles que cometem violência esperamos punição exemplar. Quanto mais cruel o crime, mais justiça desejamos! Se nos indignamos tanto com a violência que nos rodeia, porque os romanos se divertiam com ela?

Primeiramente, é preciso pensar se a violência somente é algo próprio de monstros assassinos ou loucos desajustados. Na verdade, todos nós temos uma medida de violência e, de alguma forma contribuímos para a sua permanência.

Em segundo lugar, será que assim como os romanos antigos, também não consumimos violência? Umas das maneiras mais comuns de laser é o cinema. Os filmes nos emocionam, nos fazem rir, pensar sobre a vida e até aprender (ou desaprender) a história e a cultura de outros povos. Porém, nem sempre é essa a intenção de quem produz um filme. Muitos são feitos exclusivamente para se ganhar dinheiro. E um dos ingredientes para garantir sucesso de bilheteria é a exibição exaustiva de cenas de violência.

Transferir a crueldade, antes presente na arena do Coliseu, para a tela do cinema vende bilhete! Os filmes de ação com lutas fantásticas e inúmeras rajadas de metralhadoras nos fazem vibrar! Violência dá dinheiro e pagamos para vê-la. Geralmente, esses filmes possuem a mesma lógica: a luta do bem contra o mal. Ter a melhor arma é fundamental para vencer. E como dizia um amigo meu, sempre é a mesma coisa: o mocinho ou a heroína, após apanhar do vilão e, estando em uma difícil situação (como caído no chão), prestes a morrer, encontra uma arma e mata o malvado. E todos damos um suspiro de alívio...

É claro que Hollywood não é culpado pela violência do mundo. Mas será que esses filmes não contribuem para que haja uma cultura de violência que vamos assimilando? Será que a violência do cinema não fomenta a idéia de que basta ter uma arma e todos os problemas serão resolvidos?

Então, o cinema se transforma numa vitrine para os fabricantes de armamentos, uma espécie de propaganda para aumentar suas vendas. Será esta uma idéia louca demais? A poltrona do cinema e o assento do Coliseu não estão tão distantes assim...

4 de maio de 2006

Coliseu: eu já fui lá!!!

Por: Daniel Marques Giandoso
"Enquanto houver o Coliseu, haverá Roma; o dia em que não houver mais o Coliseu, Roma também não existirá”.
Beda, o venerável (séc. VIII).

Em 72 d.C., o Imperador Vespasiano iniciou a construção de um local para espetáculos. O Coliseu podia abrigar 50 mil pessoas. Tito inaugurou o edifício no ano 80 com uma grande festa que durou 100 dias. Nela, 5 mil feras vindas de várias partes do Império foram sacrificadas nos jogos comemorativos. Os jogos faziam parte da política dos Imperadores de fornecer alimento e diversão para conter a população. Esses espetáculos eram muito violentos e até cruéis. As lutas podiam ser entre gladiadores (geralmente escravos) que lutavam entre si ou com animais na arena. De qualquer forma, lutava-se até a morte.

Na arena do Coliseu também se simulava batalhas navais e, embora não fosse muito comum, a matança de homens e mulheres pelas feras (tigres ou leões), acontecia. Os cristãos foram martirizados dessa maneira.

A maioria da população vibrava com os jogos. Porém, homens ilustres como o filósofo Sêneca sentia uma verdadeira repulsa por eles.

Com o passar dos séculos o Coliseu foi terrivelmente danificado por incêndios e terremotos. Ele, como toda Roma antiga, era revestido de mármore. Costumava-se dizer que ao meio-dia, quando os raios do sol eram muito intensos, o reflexo da cidade era tão forte que podia cegar os olhos! Grande parte do mármore que revestia a cidade foi saqueado, destruído ou usado na construção das basílicas cristãs em Roma.

3 de maio de 2006

História em Debate: Amizade

Para os gregos e os romanos antigos, a AMIZADE é o que há de mais necessário para a vida. O ambiente escolar é muito propício para a amizade. Entretanto, para que ela exista, não basta apenas convivermos com as pessoas. você está convidado a dizer o que pensa sobre este tema e a analisar o que outras pessoas já pensaram sobre isso.

“Dos que desejam o bem do outro, dizemos que são apenas benévolos se não há o mesmo sentimento da parte do outro, pois é só quando a benevolência é recíproca que dizemos que é amizade (...). É preciso que haja benevolência recíproca e que cada um queira o bem do outro sem que isso seja desconhecido a qualquer um deles”.
Aristóteles, Ética a Nicômaco.

“Só posso exortar-vos a preferir a amizade a todas as coisas humanas, pois nada é tão conforme a natureza e tão conveniente nas diversas situações, quer favoráveis, quer adversas. Como podes viver uma vida que não se apóie na benevolência de um amigo? Pode haver algo mais doce do que ter alguém com quem ouses falar de todas as coisas tal como falas contigo mesmo? Que vantagem haveria nas coisas prósperas se não houvesse quem as desfrutasse delas como tu mesmo? E não seria difícil suportar as adversas sem alguém que sofresse com elas ainda mais do que tu? (...) A vida sem amizades é nula, ao menos se as pessoas quiserem viver de alguma forma como homens livres”.
Cícero, De amicitia.

“É próprio dos amigos querer e não querer as mesmas coisas, alegrar-se e sofrer com as mesmas coisas”
São Tomás de Aquino, Suma contra os gentios.

“A amizade é apenas secundariamente um sentimento. Os sentimentos estão no eu, ao passo que a amizade está voltada para o tu e é muito mais um fazer do que um sentir (...). A amizade é uma maneira de viver, mais do que um sentimento subjetivo”.
Manuel García Morente, Ensayos.

Agora escreva o que você pensa sobre a Amizade. Você concorda com estes autores?

2 de maio de 2006

Aonde a vaca vai, o boi vai atrás

Por: Daniel Marques Giandoso


Os portugueses, quando chegaram aqui, demoraram para povoar o interior do Brasil. Eles preferiam ficar junto ao litoral, próximos do mar, extraindo primeiramente o pau-brasil e depois, cultivando a cana-de-açúcar. Foram as vacas e os bois - que corriam atrás - que contribuíram para a entrada do europeu no sertão.

Partindo da Bahia, eles formavam fazendas de gado nas proximidades do Rio São Francisco. Outros penetravam no território a partir de Pernambuco. O vaqueiro que cuidava da fazenda, após alguns anos recebia do dono, que vivia no litoral, algumas crias como pagamento. Aí, ele solicitava ao governador um outro local para tocar seu próprio negócio. Assim, se caminhava cada vez mais para o interior da colônia.

As vacas e os bois - que corriam atrás - tinham de ficar no mínimo a 10 léguas longe da costa para não devorarem as plantações, já que os animais eram criados soltos (não havia arame farpado na época).

Esse processo se deu pela necessidade de abastecer as cidades litorâneas de carne. No início do século XVIII, 72 mil cabeças eram consumidas por ano no Brasil. Além de fornecer carne, o gado também era importante para mover os engenhos, carregar as caixas de açúcar para o porto e fornecia couro que também era exportado.

Mas as vaquinhas não morriam com o calor do nordeste? Realmente, quando a seca era forte muitos bois ficavam viúvos. No sertão nordestino a agricultura não era praticada pela falta de água. Já a pecuária, era uma atividade que valia a pena por seus baixos custos. O dono da fazenda – que não morava nela, mas arrendava a terra – não precisava preparar o solo para o gado. As vaquinhas e os bois comiam qualquer coisa. Além disso, a mão-de-obra para manter as fazendas era barata; bastava um vaqueiro e um ou outro ajudante.

Outra atividade que proporcionou a ocupação do interior foi a mineração. Mas esta é uma outra história.

1 de maio de 2006

1º de Maio: Dia do Trabalho


Na última postagem, perguntei se num feriado em homenagem ao Dia do Trabalho não deveríamos trabalhar mais. Como ninguém deseja isso, sugeri mudar o nome do feriado. Bom , o fato é que o mundo inteiro celebra este dia. E devido às grandes transformações no sistema produtivo nas últimas décadas, esta data é utilizada mais para se queixar pela falta de emprego do que para protestar contra a exploração.

O quadro de Daumier, A Insurreição, retrata um acontecimento muito comum no século XIX: protestos de trabalhadores, que organizados em associações começaram a lutar contra as péssimas condições de trabalho e de salário. Foi neste ambiente que os ideais socialistas ganharam força cada vez mais crescente. Vale lembrar que esta data é comemorada devido ao massacre dos trabalhadores que faziam um protesto no dia 1º de Maio de 1886, na cidade de Chicago.

Hoje, a razão para a data e o quadro de Daumier parece não corresponder à nossa época, ainda que as causas para Insurreição existam em muitas partes do mundo. No Brasil, por exemplo, os sindicatos tentam atrair os trabalhadores para as ruas sorteando prêmios. Trava-se uma competição entre as centrais sindicais para oferecer o melhor show. Melhor mesmo é seguir o exemplo do santo de hoje: São José. Afinal, não há exemplo maior de retidão de caráter, fidelidade, honestidade e empenho no trabalho digno.