24 de junho de 2015

Carbono 14 é como a Fênix

A fênix é uma águia esplendorosa com plumagem exuberante. Sua origem é da Etiópia. Ela é associada ao culto do Sol. É um pássaro bem longevo... Vive mais de 500 anos! Aliás, em todo o planeta Terra, nunca houve duas fênix vivendo ao mesmo tempo. Bem, ela vive muito, mas não vive para sempre. Chega uma hora que todos partem, inclusive ela. Quando a fênix percebe que sua morte se aproxima, constrói um ninho num lugar bem alto com galhos aromáticos, pousa sobre ele e ateia fogo. Sim, ela se deixa consumir pelas chamas. E quando só restam cinzas e mais nada, eis que surge das cinzas uma nova fênix para viver mais 500 anos.


Claro que se trata de um mito. Este mito foi apropriado por diferentes culturas por representar a imortalidade, a ressurreição. Pois é, o Carbono 14 é como a fênix. Abandonado, mortinho da silva e de repente, dá sinal de vida.

18 de junho de 2015

Louis Braille e o mundo na ponta dos dedos


Graças a um jovem francês que viveu no século XIX, todo deficiente visual pode ter o mundo inteiro na ponta dos dedos.
Louis Braille nasceu em 4 de janeiro de 1809 em Coupvray, uma pequena cidade a 40 Km de Paris. Ele não era cego. Porém um dia, com apenas 3 aninhos, ele perdeu a visão de um dos olhos ao se ferir em um grave acidente quando brincava com ferramentas na oficina de seu pai, cujo trabalho era construir selas para cavalo. As sequelas desse ferimento atingiram o outro olho. Gradualmente, o pequeno Braille foi perdendo a visão e ficou completamente cego aos 5 anos.
Quem poderia pensar que esta tragédia familiar resultaria em um grande bem para a humanidade?

Casa onde Louis Braille nasceu

Apesar do ocorrido, os pais de Braille tinham muita consciência de que seu filho deveria estudar e receber uma boa educação, mesmo sendo um deficiente visual. Aos 6 anos ele começou a estudar em uma escola na sua própria cidade. Mas ele precisava de um estudo mais especializado. Então, com a ajuda de um padre, seus pais conseguiram uma bolsa de estudos no Instituto Real de Jovens Cegos que ficava em Paris. Nessa época, os cegos aprendiam ler letras normais em relevo. E para lá ele foi viver na cidade grande com 10 anos de idade. Não demorou muito para Braille se destacar nos estudos, sendo um excelente aluno.
Em 1819 Charles Barbier, um ex-capitão do exército francês, muito interessado em desenvolver um sistema de escrita rápida e secreta, apresentou no Instituto Real uma invenção que permitia, segundo ele, escrever no escuro. Por isso, ele precisava de cegos para testá-la. Basicamente, Barbier criou sinais com pontos para os principais sons da língua francesa e passou a chamá-lo de sistema sonográfico.

Sistema sonográfico de Charles Barbier

O jovem Louis Braille acompanhou toda a apresentação do Capitão Barbier e logo pensou que poderia aproveitar este princípio para desenvolver um outro sistema mais simples e adaptado aos cegos.
Assim, em 1824, antes de completar 16 anos de idade, Braille propôs um novo sistema alfabético organizado em duas linhas verticais contendo três pontos cada uma.

Sistema Braille em português

De seu primeiro encontro com Barbier até Braille apresentar seu próprio sistema passaram-se alguns anos. Talvez, o próprio Barbier, muito seguro de sua ideia, não deu muita atenção àquilo que Louis Braille estava pensando, afinal, ele era muito jovenzinho.
Porém, quando seu sistema foi apresentado todos perceberam a sua qualidade e o quanto a sua invenção era revolucionária. Não demorou muito para Braille se tornar professor de música no Instituto Real de Jovens Cegos em 1828. No ano seguinte, ele aprimorou seu método para permitir escrever letras e partituras musicais. Braille morreu de tuberculose no dia 6 de janeiro de 1852 com 43 anos. Em 1952 o sistema Braille se tornou universal.