8 de outubro de 2007

O Ideal do Cavaleiro Medieval


Quando eu era pequeno adorava cavalgar num cabo de vassoura. Tinha uma espada e um arco construídos por mim. A garagem de casa era uma câmara de gás [?] e havia o Castelo do Bem (na frente da casa) e o Castelo do Mal (atrás da casa). Passava horas cavalgado de um lado para o outro, lutando contra monstros e libertando princesas. Eu era um cavaleiro medieval sem saber... Talvez é por isso que depois passei a gostar muito dos filmes que envolviam aquelas batalhas antigas. Espadas, escudos, lanças, armaduras, cavalos, guerras, torneios... É o que aparecia nos filmes sobre os guerreiros da Idade Média.
Porém, a Ordem da Cavalaria possui tudo isso e muito mais! E este muito mais é o que deixa tudo mais interessante!!! A conduta de um cavaleiro era baseada nos seguintes preceitos:
Bravura - Não temer a morte.
Honra - Defender a sua honra e da honra da Cavalaria.
Liberalidade - Distribuir com generosidade os seus bens. Acudir sobretudo os pobres, viúvas e orfãos.
Lealdade - Para com todas as pessoas, inclusive com os inimigos. Um cavaleiro jamais poderia lutar contra um homem desarmado, golpear alguém caído ou atacar alguém pelas costas.
Fidelidade - Para com seu senhor.
Apesar de todos estes preceitos, havia muitos cavaleiros indisciplinados. Isso acontecia porque muitos jovens tinham de se lançar pelo mundo particando pilhagens para garantir a sua sobrevivência uma vez que apenas o primeiro filho de uma família de nobres tinha o direito de se casar. O objetivo de casar apenas o primeiro filho era preservar o patrimônio evitando que tudo fosse dividido entre os descendentes. Assim, somento o mais velho herdava a herança. Os outros tinham de cuidar de sua subsistência fazendo o que eles mais sabiam: lutar.
A conseqüência disso era que para muitos, estes cavaleiros eram agentes do demônio pelo mal que praticavam nas aldeias. Eles sempre andavam em grupo. A idéia do cavaleiro solitário presente em muitos filmes não existia na Idade Média.
Além das pilhagens e das guerras os cavaleiros se dedicavam às competições nos famosos torneios, uma espécie de esporte da época. Esses torneios também não eram da forma como são apresentados nos filmes. A violência era aterradora e quase sempre envolvia os espectadores como numa briga de torcida organizada.
Para conter a violência desses guerreiro a Igreja tentou disciplinar e cristianizar a cavalaria através de rituais cada vez mais requintados, fazendo com que a investitura de um cavaleiro se transformasse numa espécie de segundo batismo. Mas, isso veremos depois.