12 de julho de 2007

O primeiro livro escrito pelos gregos

Os poemas homéricos presentes na Ilíada e na Odisséia são considerados a primeira obra literária da história da Grécia. Mas estes textos também são documentos históricos. Além da fascinante história de Menelau, Paris, Helena, Aquiles, Ulisses, Penélope e Telêmaco, hoje os historiadores dizem que a escrita de Homero é um registro sobre uma sociedade que havia desaparecido quando ele compôs a obra no século VIII a.C. Isso também é fascinante! Homero não fazia uma descrição do mundo em que ele vivia. Ele falava de algo que não existia mais, um período obscuro entre os séculos X e IX a.C. Neste tempo, a escrita deixou de existir. Havia apenas histórias orais passadas de geração a geração. A escrita ressurgiu no século VIII e assim foi possível a existência da Ilíada e a da Odisséia.

11 de julho de 2007

De onde vem o nome Brasil?

Ah... Essa é fácil! Brasil vem de Pau-Brasil, a árvore que os portugueses encontraram nos primeiros anos da colonização. E assim, deram nome a esta terra de Brasil, certo? ERRADO. A história é bem mais interessante... Olhe bem para o mapa abaixo.

No canto superior esquerdo, há uma ilha próxima da Irlanda destacada por um quadrado. Esta é a Ilha Brasil!!! Calma... a ilha não existe, mas desde a Idade Média muitos acreditavam na sua existência. A palavra Brasil é de origem céltica: breas e ail, que significa “nobre” ou “bem-aventurado”.

Este nobre seria Bresal, filho do primeiro rei cristão de Thormond. Mais tarde ele foi considerado santo, São Brecan. Bresal ou S. Brecan partiu em missão para as ilhas de Aran entre os anos 480-500.

A população da região acreditava na existência de uma “ilha afortunada” que a cada sete anos surgia e desaparecia entre nevoeiros. Esta crença pegou e posteriormente, muitos denominaram esta ilha como Ilha Brasil, por causa do santo.

Os europeus, diante da natureza exuberante da nova terra encontrada, logo a identificaram à ilha, que na verdade, era uma espécie de paraíso terrestre. E é por isso que o Brasil se chama Brasil.

10 de julho de 2007

A Escravidão na Grécia Antiga


Quando falamos de escravidão vem a nossa mente os negros sendo maltratados nas senzalas. A escravidão moderna, quando não vitimou milhares de africanos, condenou-os a uma vida indigna e terrível. Essa cruel realidade contamina o nosso olhar quando nos voltamos para as civilizações antigas, podendo causar uma certa confusão.
Na Antigüidade, a escravidão ocorria por dois motivos principais: tornava-se escravo por dívidas contraídas e não honradas (cuidado com o Serasa e SPC) ou pela derrota em uma guerra. Assim, a etnia ou posição social não eram fatores decisivos para a escravidão.
A escravidão para os gregos era uma coisa evidente e ninguém questionava a sua necessidade. Tratava-se de algo natural. Alguns homens nasciam para serem senhores e outros para serem escravos. A escravidão era uma condição para que a liberdade pudesse ser gozada por um grupo de cidadãos.
Em Atenas não havia uma atividade específica para a escravatura. Um homem livre fazia as mesmas coisas que um escravo. A diferença é que o homem livre trabalhava por sua própria conta e o escravo trabalhava para outro. Todo homem livre desejava escravos para transferir para ele parte de suas atividades cotidianas ou de preferência, todas elas.
O escravo ateniense não possuía nenhum direito, nem político e nem jurídico. Porém, eles não poderiam ser maltratados e quando mortos, os assassinos respondiam por homicídio involuntário (isso não é uma piada, mas um avanço!) Embora fosse um produto, uma mercadoria que se comprava no mercado, o proprietário ao adquiri-lo, aceitava a condição de educar os filhos do escravo em sua casa.
A supressão da liberdade, seja na Antigüidade, seja na contemporaneidade, com suas diferenças e semelhanças, jamais será algo positivo e bom.

6 de julho de 2007

Contagem regressiva

Faltam aproximadamente 10 semanas para o Bernardo nascer. Nós pensamos que ele virá antes do dia previsto. Ainda temos tudo para arrumar! Acho que o Francesco vai gostar da idéia de ter um irmãozinho em casa. Mas já esperamos os ciúmes normais de crianças que passam por essa experiência. Teremos de aprender a lidar com esta situação.

2 de julho de 2007

A origem lendária de Roma - I


Todo mundo já ouviu falar de Rômulo, Remo e sua mamãe loba. Porém, a história lendária de Roma começou bem antes dos irmãos gêmeos fundarem a cidade. Sua origem está na guerra dos gregos contra os troianos.

Em meio a cidade de Troia em chamas, o troiano Eneias conseguiu escapar carregando seu pai velhinho nos ombros. Ele também conseguiu salvar seu filho Ascânio do incêndio. Protegido pelos deuses, Eneias caminhou em direção ao ocidente predestinado a fundar uma cidade que dominaria o mundo.

Ele foi parar em Cartago, no norte da África. Lá, conheceu a princesa Dido que se apaixonou por ele. Após deflorar a jovem donzela, Enéias abandonou Dido e partiu para a Península Itálica. Esta é a explicação lendária para a rivalidade que existiu entre cartagineses e romanos. Já no Lácio (centro da Itália), Eneias se casou com uma princesa da região. Seu filho Ascânio fundou uma nova cidade: Alba Longa. E assim, chegamos na metade da história sobre a origem lendária de Roma.

1 de julho de 2007

A origem lendária de Roma - II


Após uma longa sucessão de reis em Alba Longa, a história de Roma recomeça no reinado de Numiator. Seu irmão Amúlio ambicionava o trono e tudo fez para ocupar o lugar de Numiator. E conseguiu! Mas, havia um problema. Amúlio tinha de impedir que os sucessores diretos de Numiator pudessem um dia retomar o governo de Alba Longa. Para eliminar seus possíveis concorrentes, Amúlio fez de Silvia - filha única de Numiator - uma vestal. As vestais dedicavam suas vidas aos serviços do Templo e deveriam permanecer virgens. Assim, Numiator jamais teria um descendente homem.
Entretanto, o deus Marte, compadecido pela triste sorte da bela Silvia, a engravidou. Silvia deu à luz gêmeos: Rômulo e Remo. Agora a história começa a ficar mais familiar, não é mesmo?
Ao saber do nascimento dos bebês, Amúlio os sequestrou e lançou as crianças no Rio Tibre dentro de um cesto.
Uma loba encontrou o cesto em uma das curvas do rio e amamentou os meninos. Rômulo e Remo não se transformaram em dois meninos lobos... Na verdade, um pastor da região cuidou deles até a vida adulta.
Quando cresceram Rômulo e Remo voltaram para Alba Longa, destronaram o tio usurpador e entregaram a coroa novamente para o avô Numiator. Porém, preferiram viver na região onde foram criados quando crianças. Lá, criaram um asylum para acolher as pessoas que passavam pela região fixando-as no local. E, finalmente, fundam a cidade de Roma!