28 de dezembro de 2007

Professores blogueiros

A gente nunca está sozinho neste mundão de Deus.
Agora, com as férias, tenho tempo para vasculhar os professores blogueiros. E com muita surpresa descobri que somos muitos!!! E não apenas os brasileiros. Encontro muitos hermanos e lusitanos por aí. Sei que vou aprender muito nestes contatos. Vamos dominar a blogosfera!!! Aos poucos, deixo os links aqui do lado.

27 de dezembro de 2007

Escolas brasileiras

Lá na minha escola não tem giz.
Mas tudo bem, afinal trata-se de uma metodologia muito arcaica.

Lá na minha escola não tem merendeira...
Mas tudo bem, afinal a obesidade infantil cresce cada vez mais!

Lá na minha escola tem sala de informática, porém só um computador funciona direito... Mas tudo bem, essas modernidades atrapalham. Aprendi tudo na cartilha!

Lá na minha escola o sol bate tão forte e faz tanto calor que é impossível dar aula...Mas tudo bem, a supervisora sugeriu plantar umas árvores! A gente faz isso há 15 anos e elas nunca chegam a crescer.

Lá na minha escola não tem secretária... Mas tudo bem, os professores fizeram uma vaquinha e uma secretária aposentada faz o nosso pagamento.


Lá na minha escola tem biblioteca com muitos livros e não funciona... Mas tudo bem, afinal livro não pode ser emprestado porque os alunos estragam.


Lá na minha escola tem livros, a gente até empresta, mas não tem funcionário para atender os alunos...
Mas tudo bem , afinal nem tudo é perfeito.


Lá na minha escola tem biblioteca e tem uma funcionária para atender os alunos. É uma professora readaptada que teve Síndrome do Pânico. Coitada, quando ela vê um aluno começa a tremer e sai correndo.

22 de dezembro de 2007

Professores! 14º, 15º e 16º salários

Em recente entrevista ao SPTV da Rede Globo, o governador José Serra disse que os professores receberão 14º, 15º e 16º salários. Aí eu pensei em quais seriam as condições para tão benevolente medida.

Condições para receber o 14º salário

Não usar e nem sequer pensar nas seguintes palavras e frases:
Greve
HTPC serve pra quê?
Quando sai o bônus?
Esse mês tem feriado?
A culpa é do sistema!

Condições para receber o 15º salário

Não abonar
Não dar faltas justificadas
Não faltar para ir ao médico, muito menos no Servidor (entende-se: você, seus filhos, esposa ou esposo, pai, mãe etc... não podem ficar doentes! O melhor remédio é a prevenção!)
Prestar trabalho voluntário nos fins de semana na escola. Afinal, o professor precisa se interagir com a comunidade!
Garantir que todos os alunos leiam todas as questões do Saresp antes de respondê-las. Todos devem atingir 50% de acerto! (Pô, já é querer demais!)

Condições para receber 16º salário

Todos os alunos devem atingir média final 8,0. Aqueles que não sabem ler, escrever e contar podem ficar com 7,5.


21 de dezembro de 2007

Eu em Springfield

Minha esposa disse que ficou muito parecido comigo. Se você quiser fazer um teste e ver como ficaria no Simpsons, veja na sessão coisas divertidas à direita. Ou clique aqui. É muito legal!

20 de dezembro de 2007

As Linhas de Nazca

Onde estão estas fantásticas figuras? Do que se trata?
Elas foram criadas por uma antiga civilização, a Civilização Nazca. Esse povo viveu na América do Sul há 2.500 a.C. em regiões áridas do Peru. Mesmo vivendo numa região desértica, os nazcas construíram cidades com 300 mil habitantes (nenhuma cidade da Europa possuía número tão significativo). Além disso, eles foram grandes agricultores. Isto só foi possível pela construção de um sofisticado sistema de galerias subterrâneas chamadas puquios que são utilizadas ainda hoje pelos camponeses.

Estas imagens foram feitas no solo e até hoje intrigam os pesquisadores. Estas linhas possuem 1cm de profundidade por 30cm de largura em média e por isso só podem ser vistas do alto. A perfeição das formas, sua grandeza e simetria impressionam.


Por que os nazcas realizaram essas imagens? Qual o significado delas?
Há muitas explicações, mas ainda não sabemos com toda certeza.
Há quem diga que estas figuras foram fabricadas por Extra-Terrestres!!! As linhas funcionavam como verdadeiras pistas de pouso para os discos voadores. Porém, as linhas também estão nos montes e não apenas nas planícies.
Outros dizem que as imagens representam um gigantesco calendário astronômico.
Outra explicação procura associar as linhas com rituais shamanes. Os nazcas, sob o efeito de chás de plantas alucinógenas (ayahuaskas) compunham as figuras a partir de sonhos em estado de transe.


Por fim, as linhas representariam animais e objetos sagrados para a civilização nazca.


O mais interessante é que alguns animais representados, como o macaco e o beija-flor, não são animais da região. Isso é um forte indício de que os nazcas tiveram contato com os povos amazônicos.

17 de dezembro de 2007

Como os incas alimentavam todo o Império

O Império Inca era habitado por 9 milhões de pessoas! Eles criaram um eficiente sistema de produção de alimentos distribuídos entre os diferentes níveis de altitude. A base desse sistema era a reciprocidade. Então, cada família não apenas produzia para si mesmo, mas para todos os habitantes. Os alimentos produzidos em outras regiões eram transportados por uma malha de estradas que ligavam todo o império. Assim, todos recebiam os produtos cultivados em outras regiões. Cada família sabia muito bem o que produzir. Esta produção era feita de acordo com a altitude em que aquela familia vivia. A produção de alimentos em níveis de altitude ocorria da seguinte forma:

5000m - gado
4000m - batata
3000m - milho
2000m - frutas
1000m - feijão, algodão e pimenta
0000m - peixes
Seguindo esta divisão, uma família ajudava a outra e todos os habitantes eram alimentados.

14 de dezembro de 2007

As origens da comemoração religiosa do Natal


O mês de dezembro possui uma outra atmosfera. As canções natalinas, os enfeites, as luzes dão um certo clima de paz e harmonia. Fica evidente a alegria das crianças com os presentes e a união de amigos e familiares num ambiente de confraternização [nem sempre autêntico]. Papai Noel e o forte apelo ao consumo tomaram o lugar do sentido original da festa. Esse sentido, todos sabem que é religioso e diz respeito ao nascimento de Jesus. Isso é importante apenas para os que crêem ou possuem ainda alguma forma de religiosidade cristã. Mas, quando e como começou este costume de comemorar o nascimento do menino Jesus entre os cristãos?

Os primeiros relatos apontam que já no século IV os cristãos da Terra Santa se reunião em Belém na Basílica da Natividade para celebrar este acontecimento. Sabemos também que os romanos já comemoravam o Natal no dia 25 de dezembro ainda no século IV. Mas, por que o dia 25?
Segundo o historiador André Luis Pereira, na religião romana havia a comemoração do Dia do Sol Invicto em 21 de dezembro, quando acontecia o solstício de inverno. Com o tempo esta data (25 para o Natal) foi "inventada" para combater esta festa pagã. Mas não é tão simples. O cristinismo precisou de um conjunto teórico para legitimá-lo. As Escrituras Sagradas e a filosofia grega desde os primeiros séculos foram as fontes utilizadas para que os pensadores da Igreja elaborassem a doutrina e a liturgia cristã. Então, as passagens do Antigo e do Novo Testamento que relacionavam a figura do Messias ao Sol ou à Luz atuaram como elemento definidor para que a comemoração do nascimento de Jesus fosse no dia 25 de dezembro, pois é no solstício que o sol passa a brilhar mais intensamente. Assim, Jesus é o sol (ou a luz) que veio para iluminar os homens.
Há também uma outra explicação: os antigos acreditavam que o mundo fora criado no equinócio da primavera (21 de março). Segundo o livro do Gênesis, Deus criou o sol no quarto dia. Por isso, os primeiros cristãos validaram o dia 25 de março (4 dias depois) como o dia em que o "sol", isto é , Jesus, se encarnou na Virgem Maria, e nove meses depois, nasceu. Este é o motivo de se comemorar 25 de dezembro como o dia do nascimento de Jesus.

12 de dezembro de 2007

De onde veio o terrorismo?


O atentado terrorista que matou 62 pessoas na Argélia, cuja autoria foi assumida pelo grupo Al Qaeda confirma - cada vez mais - esta forma de confronto ou de guerra como uma característica crescente no mundo contemporâneo. O terrorismo, comum nos noticiários de TV e nos jornais, não possui uma longa história. Na verdade, é um fenômeno bem recente.

Segundo o historiador Osvaldo Coggiola, o termo vem da Revolução Francesa, a chamada Época do Terror (1793-1794). Neste período os revolucionários exterminaram violentamente todos aqueles que fossem considerados contrários aos ideais da Revolução. Assim, a eliminação de indivíduos contrários a uma forma de governo passou a ser considerada como uma atitude terrorista.

Os atentados terroristas tornaram-se mais freqüentes no século XIX quando os anarquistas adoratam o terrorismo como uma estratégia política. O mais famoso dos atentados neste período foi a assassinato do czar Alexandre II em 1881 na Rússia. O movimento Terra e Liberdade defendia o terrorismo político como forma legítima na luta contra a opressão. Seus membros realizavam atentados suicidas em prol à revolução popular. Segundo Coggiola, a Rússia se transformou na "pátria do terrorismo". A teoria marxista surgiu como uma alternativa à ação terrorista individual do Terra e Liberdade.
...
Veja Também:

10 de dezembro de 2007

A criminalidade na Marquês de Sapucaí rumo à Apoteose

O episódio do presidente da Mangueira presente e homenageando Fernandinho Beira-Mar e sua esposa na festa de casamento de ambos deixa claro que parte dos milhões necessários para montar o Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro vem da criminalidade. O dinheiro do tráfico é transformado em beleza e recebe o aplauso do público e pontos na audiência. E daí? Qual o problema? O que importa é a alegria do povo!!! Viva a cultura popular; o resto é detalhe insignificante.
Num país em que a sujeira está por todo lado, nem a cultura popular escapa. Bom, pensando bem, o carnaval do Rio de Janeiro há muito tempo não reflete a cultura popular.

7 de dezembro de 2007

Meus Poemas

O Tempo

Que coisa é esta
que vive se escapando da gente?
Pega!
Escapou...
Pega! Pega!
Escapou de novo...
Lá no espelho a gente se encontra.
É quando sinto a sua ação destruidora.
Os segundos não voltam.

6 de dezembro de 2007

Onde o Gótico e o Contemporâneo se encontram


Uma catedral gótica ao lado de um edifício todo espelhado. Onde? Em São Paulo! Mas esta catedral não parece ser a Catedral da Sé... E não é mesmo. Mas existe outra igreja gótica em São Paulo? Existe sim. Ela está lá no Cemitério da Consolação. Esta maravilha em mármore com 12 metros de altura é um túmulo! Esta visita monitorada fizemos com turmas de 8a série da escola Oscar Thompson, onde também encontramos o túmulo de nosso patrono.

5 de dezembro de 2007

Meu aluno estrela de cinema

A profissão de professor ainda reserva agradáveis surpresas.
Descobri que um dos meus alunos do EJA, Maikulan, quando morava na Bahia, participou de um curta-metragem dirigido por Federico Mutti, um italiano estudante de cinema. "Domingo Frango Assado" foi feito em 2004. O curta, ainda inédito no Brasil, tem participado de festivais na Europa.


Maikulan veio para São Paulo onde trabalha. Está concluindo o Ensino Fundamental à noite. Desde 2004, nunca mais teve contato com Federico. Sua história me deixou impressionado e decidi tentar encontrar Federico pela internet. E consegui com facilidade! Maikulan mandou um e-mail para ele e ambos ficaram muito contentes com esse reencontro. Exibimos o curta para classe e os alunos ficaram muito surpresos em ver o colega na tela. Foi uma experiência muito gratificante para todos.

4 de dezembro de 2007

Toquinho e os papéis ao vento

“O que está escrito em mim Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer.A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer.Só peço a você um favor, se puder: Não me esqueça num canto qualquer”.
O caderno, Toquinho - Mutinho
O final das aulas nas escolas públicas é acompanhado por um triste fenômeno cada vez mais comum: a destruição de cadernos por parte dos alunos. As ruas e as calçadas ficam repletas de folhas. Toda tentativa para evitar o ato não tem sido eficiente. A razão é óbvia: modelar comportamentos pela repreensão ou ameaça e não pela conscientização está fadado ao fracasso em qualquer instância. Agora, o despertar da consciência só se opera no âmbito educativo, seja familiar, seja escolar. Logo, tal comportamento é sintomático, pois sinaliza a crise do sistema educacional brasileiro que vem de longa data e que, infelizmente, não dá mostras de um futuro promissor.
A destruição dos cadernos, antes de ser um descaso com o meio ambiente, possui um valor simbólico preocupante. O caderno representa uma compilação, uma síntese do conhecimento; representa, ainda, uma fonte rápida de estudos, de informações básicas e acima de tudo, uma trajetória do amadurecimento intelectual do aluno. Ele é um registro da formação recebida que, evidentemente, não se restringe somente a esse meio. É claro que as páginas lançadas ao vento é demonstração de que o caderno perdeu todo esse significado, e que, na maioria dos casos, nunca chegou a possuir. Nos desfazemos daquilo que para nós já não tem importância. Os cadernos para esses alunos nunca tiveram importância. Mas isso é simbólico: na verdade, é o conhecimento que nunca teve importância. Para muitos, a escola representa apenas um espaço alternativo (às vezes o único) de sociabilização. Então, na maioria dos casos, se constata a absurda realidade do sistema educacional brasileiro baseado numa relação de ensino-aprendizado em que o conhecimento não é importante. Os alunos passam pela escola. Exagero? Visão alarmista? Excesso de pessimismo? Bom, talvez, a destruição dos cadernos signifique somente uma atitude inconseqüente dentre muitas outras. Não creio. Trata-se de uma resposta a uma escola que não possuiu nenhum significado na vida do aluno; um lugar em que eles não desejam estar e por isso “protestam” ou “festejam” jogando nas ruas o objeto que a representa.
É comum dizer que a escola pública de antigamente era de primeira qualidade. Porém, poucos nela estudavam. Hoje, acontece o contrário. As duas realidades, a do passado e a do presente são indesejáveis. A primeira era excludente, atendia a elite e gerava uma massa de submissos ignorantes. A segunda (de hoje) democratizou o ensino, aumentou as estatísticas do governo, mas continua gerando uma massa de não sabedores que a nada se submetem.
Assim, o trágico fim do caderno nas lindas palavras de Toquinho, que pedia para não ser esquecido num canto qualquer, hoje é o que os cadernos mais desejam.

30 de novembro de 2007

Investigando e descobrindo coisas no Museu Paulista

Este roteiro de atividade foi elaborado para turmas de 7a série da Escola Oscar Thompson. Trata-se de um excelente recurso para animar os alunos fazendo-os protagonistas da visita.


Roteiro para a atividade no Museu Paulista

1- Raposo Tavares está na minha frente, mas não olha para mim...
Quem sou eu?
[dica: eu vejo todo mundo que entra aqui]

2- Quando fiz 400 anos, muitas “lembrancinhas” foram feitas em homenagem aos bandeirantes.
Quais foram elas?
[dica: estou próximo de São Paulo]

3- São Paulo era tão diferente...
Descubra alguma informação sobre o Pátio do Colégio, lugar onde a cidade começou.
[dica: parece mágica! Coloco o dedo e tudo muda!]

4- Fogo! Fogo!
Descubra como os bombeiros combatiam os incêndios antigamente.
[dica: tudo que tem rodas anda]

5- Tem aluno que não gosta muito de escrever e diz: “Tem que copiá?”
Hoje é difícil escrever? Que nada! Descubra como se escrevia antigamente.
[dica: olha os anjos na minha esquerda!]

6- O lugar em que você está era para ser um pouco diferente. Descubra:
Quem me criou?
Qual era o meu formato original?
Por que fiquei desse jeito?
[dica: quando uma coisa muito grande fica pequena]

7- Hora de ir às compras!
Descubra o que as lojas de antigamente vendiam.
É tão bom quando a gente é criança e ganha um brinquedo novo!
Quais eram os brinquedos das crianças de antigamente?
[dica: que música legal! É bem diferente!]

8- Minha mãe vive querendo trocar os móveis de casa. Eles são novos, mas não duram nada... Estes aqui são tão velhos e resistentes...
Compare os móveis da sua casa com os móveis que as pessoas usavam antigamente. Veja as diferenças.
[dica: muitas coisas ficam escondidas nos cantos]

9- Lá na sala de casa tem uma televisão, um sofá e uma estante pequena.
Como era a sala de estar e a cozinha de uma casa de antigamente? Vejam as diferenças.
[dica: mataram a galinha!]

10- Olhe por onde pisa!
Isto se chama ladrilho hidráulico. Você sabe como é feito?

29 de novembro de 2007

O Dia Nacional do Vandalismo

Tudo não passou de um pesadelo. Afinal, em nosso belo mundo civilizado, coisas assim não acontecem...

Cortinas rasgadas, lixo por todo lugar, carteiras lançadas ao chão, alunos batendo, alunos apanhando, folhas de caderno jogadas pelas ruas, xingamentos proferidos aos berros...
Em pronunciamento em rede nacional de TV alguém importante aparece e diz: "Decretamos o último dia letivo das escolas públicas como Dia Nacional do Vandalismo"!

Ops! O Bernardo acordou para mamar! Ainda bem que tudo não passou de um pesadelo. Afinal, em nosso belo mundo civilizado, coisas assim não acontecem...

23 de novembro de 2007

Conhecendo melhor o Cambuci


A escola em que eu trabalho aqui em São Paulo, Oscar Thompson, fica no bairro do Cambuci. Fui convidado pela professora Deborah a participar de um projeto desenvolvido por ela dentro das comemorações dos 100 anos da escola. Percorremos algumas ruas do bairro e caminhamos até a região central da cidade onde visitamos o tradicional centro histórico de São Paulo.

Passamos com os alunos pelo Largo do Cambuci, fomos no local onde ficava o prédio antigo de nossa escola (o Grupo Escolar do Cambuci), visitamos a Igreja da Glória e depois, seguimos até o centro da cidade caminhando pela Rua Lavapés.
Abaixo, sobrados antigos na rua Lavapés.
Lindo, não?
...

22 de novembro de 2007

Um pouco da História do Cambuci

Como em outros bairros paulistanos, o Cambuci - criado oficialmente em 1906 - surgiu a partir de uma grande chácara chamada Chácara da Glória. O atual Largo do Cambuci era chamado de Largo do Pote e por ele passava o córrego retratado na imagem da postagem abaixo.

A Rua do Lavapés é certamenete uma das mais famosas de São Paulo. Caminho obrigatório de São Paulo até Santos, quando chovia muito formava muita lama na região. Então, as pessoas lavavam os pés antes de entrar em São Paulo, provavelmente para não sujar o interior das Igrejas.

Mas de onde vem o nome Cambuci?
Há duas explicações:
1- Cambuci significa "pote" em tupi-guarani.
2- Cambuci é o nome de uma árvore comum no local. Seu fruto, o cambricique, era colocado na pinga.

21 de novembro de 2007

Quando ainda se podia navegar pelo Cambuci


Esta imagem é de 1935. Para quem conhece o bairro do Cambuci fica difícil imaginar que era possível navegar pelas águas de um ribeirão que hoje já não existe mais.

O espaço é constantemente modificado pelo homem ao longo do tempo (nem sempre para melhor).

Hoje, a região abriga muitas lojas e edifícios em construção que contrastam com cortiços. Ainda é possível observar muitas casas e sobrados antigos em precário estado de conservação. A imagem abaixo é do Largo do Cambuci.

8 de outubro de 2007

O Ideal do Cavaleiro Medieval


Quando eu era pequeno adorava cavalgar num cabo de vassoura. Tinha uma espada e um arco construídos por mim. A garagem de casa era uma câmara de gás [?] e havia o Castelo do Bem (na frente da casa) e o Castelo do Mal (atrás da casa). Passava horas cavalgado de um lado para o outro, lutando contra monstros e libertando princesas. Eu era um cavaleiro medieval sem saber... Talvez é por isso que depois passei a gostar muito dos filmes que envolviam aquelas batalhas antigas. Espadas, escudos, lanças, armaduras, cavalos, guerras, torneios... É o que aparecia nos filmes sobre os guerreiros da Idade Média.
Porém, a Ordem da Cavalaria possui tudo isso e muito mais! E este muito mais é o que deixa tudo mais interessante!!! A conduta de um cavaleiro era baseada nos seguintes preceitos:
Bravura - Não temer a morte.
Honra - Defender a sua honra e da honra da Cavalaria.
Liberalidade - Distribuir com generosidade os seus bens. Acudir sobretudo os pobres, viúvas e orfãos.
Lealdade - Para com todas as pessoas, inclusive com os inimigos. Um cavaleiro jamais poderia lutar contra um homem desarmado, golpear alguém caído ou atacar alguém pelas costas.
Fidelidade - Para com seu senhor.
Apesar de todos estes preceitos, havia muitos cavaleiros indisciplinados. Isso acontecia porque muitos jovens tinham de se lançar pelo mundo particando pilhagens para garantir a sua sobrevivência uma vez que apenas o primeiro filho de uma família de nobres tinha o direito de se casar. O objetivo de casar apenas o primeiro filho era preservar o patrimônio evitando que tudo fosse dividido entre os descendentes. Assim, somento o mais velho herdava a herança. Os outros tinham de cuidar de sua subsistência fazendo o que eles mais sabiam: lutar.
A conseqüência disso era que para muitos, estes cavaleiros eram agentes do demônio pelo mal que praticavam nas aldeias. Eles sempre andavam em grupo. A idéia do cavaleiro solitário presente em muitos filmes não existia na Idade Média.
Além das pilhagens e das guerras os cavaleiros se dedicavam às competições nos famosos torneios, uma espécie de esporte da época. Esses torneios também não eram da forma como são apresentados nos filmes. A violência era aterradora e quase sempre envolvia os espectadores como numa briga de torcida organizada.
Para conter a violência desses guerreiro a Igreja tentou disciplinar e cristianizar a cavalaria através de rituais cada vez mais requintados, fazendo com que a investitura de um cavaleiro se transformasse numa espécie de segundo batismo. Mas, isso veremos depois.

6 de setembro de 2007

Agora sim! O Bernardo realmente nasceu !!!


Hoje, 6 de setembro de 2007, nasceu meu filho Bernardo na Santa Casa de Misericórdia de Mogi Mirim. Depois de um grande sufoco, estamos todos aliviados. Ele e minha esposa estão muito bem, graças a Deus. Bernardo pesa 3,535 Kg, mede 49 cm e é a cara do pai, claro...
Ah, Bernardo significa "atrevido, ousado como urso". Escolhemos este nome porque Bernardo de Quintavalle foi o 1º seguidor de São Francisco. Bom, há também o fantástico São Bernardo de Claraval, Abade cisterciense....
6 de setembro é considerado o dia de São Zacarias, o profeta pai de São João Batista. Um pouquinho de cada um deles para o nosso ursinho!

5 de setembro de 2007

Meus poemas

Sustentabilidade

Sustenta a habilidade de preservar
o pouco que resta e que nos sustenta

De recuperar o perdido
de renovar o que ainda alenta

Sustenta a habilidade de preferir
o fracasso honesto ao sucesso ilícito

De perscrutar as falácias insustentáveis
de sustentabilidade de banqueiros de lucro explícito

Sustenta a habilidade de amar
pelo que se é, e não pelo que se tem

De olhar para o que ninguém considera
de ver beleza no que muitos desdém

Sustenta a habilidade de falar
quando todos se calam

De não admirar discurso bonito
sorrisos falsos que se propalam

Sustentabilidade não da natureza que tudo sustém
Sustentabilidade não do planeta do homem refém

Sustentabilidade virou negócio
imagem que se faz, coisa que se vende

E em meio a tanta vaidade e egoísmo
sustenta tudo o que nos transcende

31 de agosto de 2007

O que há de comum entre Pedro Américo e Napoleão Bonaparte?

Este quadro todo mundo conhece: é o "Independência ou morte" pintado por Pedro Américo em 1888. Todos sabem que esta cena jamais aconteceu. Foi invenção de Pedro Américo para tornar o grito do Ipiranga um ato heróico e glorioso.

Agora, o que pouca gente sabe é que talvez Pedro Américo não tenha inventado a cena, mas "copiado". Olhe bem para o segundo quadro abaixo pintado em 1875 por Ernest Meissonier. Ele é sobre a vitoriosa batalha de Napoleão em Friedland no ano de 1807.

Alguns historiadores dizem que Pedro Américo teve como referência para o seu trabalho o quadro de Meissonier. Portanto, tratou-se de um "plágio" bem bolado.
D. Pedro I, assim como Napoleão Bonaparte, está montado no cavalo posto em uma elevação, cercado por uma pequena comitiva e fazendo o mesmo gesto. Napoleão segura seu chapéu. D. Pedro sua espada. Ambos estão na mesma posição do quadro. À direita, aparecem os cavalos. Meissonier os pintou como que saindo do quadro. Pedro Américo pintou os cavalos invertendo a posição deles.
Será que foi plágio mesmo ou uma feliz coincidência?

27 de agosto de 2007

O Bernardo nasceu e eu nem fiquei sabendo

Sábado, no encontro de professores dos colégios da Congregação Filhas de Jesus, recebi muitas felicitações, muitos meus parabéns e não entendia por quê.
Alguém escreveu no quadro de avisos do colégio que o Bernardo já havia nascido!!! É verdade que o marido é o último a saber de muita coisa, mas, neste caso...
Bom, ele ainda não nasceu. Porém, o intervalo das contrações está diminuindo. Já, já ele chega!

20 de agosto de 2007

O Brasil bem antes de Cabral

Esta é Niède Guidon, uma grande arqueóloga brasileira que revolucionou o estudo da Pré-História da América ao realizar escavações em sítios arqueológicos localizados em São Raimundo Nonato no Piauí.

Niède conseguiu encontrar vestígios da presença humana que datam de 57.000 anos atrás. Isso significa que já existia homem no Brasil antes da clássica teoria de povoamento da América pelo Estreito de Bering. Segundo essa teoria (defendiada por arqueólogos norte-americanos), nossos ancestrais teriam povoado o continente por volta de 40.000 atrás quando passaram por uma ponte e gelo que ligava a Ásia com o Alasca.

As descobertas de Niéde Guidon comprovam que houve mais uma rota de povoamento. Segundo ela, esta rota foi feita com embarcações vindas da Polinésia pelo Oceano Pacífico.

Agora, como ela conseguiu chegar a esta conclusão? Aguardem...

14 de agosto de 2007

História em Debate: Cotas raciais nas Universidades

Em março de 2005, Luís Nassif em sua coluna na Folha de S. Paulo defendeu a ausência das cotas raciais nas universidades públicas. Isto deu um bafafá...
Em 2006, um grupo de intelectuais elaborou um manifesto contra a aprovação dos projetos da Lei de Cotas e do Estatuto da Igualdade Racial. Esta atitude resultou num novo manifesto, agora dos defensores do sistema de cotas nas universidades.

Vejam um trecho dos manifestos:

Contra as cotas nas universidades

  • Se os projetos forem aprovados, a nação brasileira passará a definir os direitos das pessoas com base na tonalidade de sua pele, pela raça.
  • Políticas dirigidas a grupos raciais estanques em nome da justiça social não eliminam o racismo e pode até mesmo produzir o efeito contrário, dando respaldo legal ao conceito de raça e possibilitando o acirramento do conflito e da intolerância.
  • O principal caminho para o combate à exclusão social é a construção de serviços públicos universais de qualidade nos setores da educação, saúde e Previdência, em especial a criação de empregos.

A favor das cotas nas universidades

  • Foi a constatação da extrema exclusão dos jovens negros e indígenas das universidades que impulsionou a atual luta pelas cotas.
  • Para que as universidades públicas cumpram a sua função republicana em uma sociedade multiétnica e multirracial, deverão refletir as porcentagens de brancos, negros e indígenas do país.
  • As cotas incidiriam em apenas 2% do total de ingressos no ensino superior.

Clique em comentários e escreva a sua opinião sobre o sistema de cotas raciais nas universidades públicas.

Veja também
A polêmica gerada por Luís Nassif

2 de agosto de 2007

O beijo de Amor

Você sabe quando o beijo na boca passou a significar uma demonstração de Amor?
Foi na Idade Média!
Por volta do século XII, na Europa Ocidental, surgiu uma nova forma de amor nas relações entre o homem e a mulher: o Amor Cortês.
O Amor Cortês ou a Cortesia se desenvolveu a partir de um modelo anterior que reforçou as relações de fidelidade entre os homens: a vassalagem. No ritual de vassalagem o vassalo prestava uma homenagem para o senhor. O que esta nova relação de amor fez, foi colocar a mulher no lugar do senhor. Então, o homem, na Cortesia, prestava homenagem e jurava fidelidade a sua dama amada. O ritual de vassalagem era selado com um beijo na boca entre o senhor e o vassalo. Com o Amor Cortês, esse beijo (agora entre um homem e uma mulher) significava o amor existente entre os dois. E assim, surgiu o beijo amoroso.
Mas antes disso não havia beijo na boca? Em Roma Antiga ninguém beijava?
Claro que sim! Mas o beijo não tinha este significado. Era uma forma de excitar prazeres.
Leia também:

1 de agosto de 2007

Programa do Curso de História Medieval II

Instituto Maria Imaculada
Faculdades Integradas Maria Imaculada – Moji Guaçu

Curso: LICENCIATURA EM HISTÓRIA
DISCIPLINA: História Medieval II
Professor: Daniel Marques Giandoso
2º Semestre de 2007

I- Ementa
Gênese, natureza e desenvolvimento do Feudalismo. Sociedade e Cultura na Idade Média: Historia e Historiografia.

II- Objetivo
Permitir que os alunos conheçam os assuntos e os fatos centrais da Baixa Idade Média, bem como a relação existente entre eles e o legado presente em nossa sociedade.

Propiciar um debate historiográfico sobre os temas selecionados.

Introduzir os alunos em métodos de análise documental.


III- Metodologia
Apresentação do programa do curso através de aulas expositivas. Os alunos serão orientados na realização de leituras críticas e reflexivas dos textos historiográficos e na análise documental.

IV- Conteúdo
1. Cluny e a Reforma Gregoriana
2. As Cruzadas
3. O Ideal do Cavaleiro Medieval
4. Renascimento Comercial e Urbano: Guildas e Corporações
5. Arte Românica e Arte Gótica
6. São Bernardo e os cisterciences
7. As Universidades Medievais
8. Os reis taumaturgos: O exemplo de São Luis
9. As Ordens Mendicantes: São Francisco e São Domingos
10. Heresias Medievais e Inquisição
11. Declínio da Idade Média


V- Bibliografia

Básica
FRANCO JR., H. A Idade Média: o nascimento do ocidente. São Paulo: Brasiliense, 1999.
LE GOFF, J. Em busca da Idade Média. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
LEGOFF, J. O imaginário medieval. Lisboa: Editorial Estampa, 1994.

Complementar
ANDERSON, P. Passagens da antiguidade ao Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BLOCH, M. A sociedade feudal. 2. ed. Lisboa: Edições 70, 2001.
DUBY, G. (org.). História da vida privada: da Europa feudal à Renascença. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
FEBVRE, L. A Europa: gênese de uma civilização. Bauru, SP: EDUSC, 2004.
LE GOFF, J. As raízes medievais da Europa. Petrópolis, Vozes, 2007.
LE GOFF, J. O homem medieval. Lisboa: Editorial Presença, 1989.
PERNOUD, R. Luz sobre a Idade Média. Publicações Europa-América, 1997.PIRENNE, H. História econômica e social da Idade Média. São Paulo: Mestre Jou, 1982.

12 de julho de 2007

O primeiro livro escrito pelos gregos

Os poemas homéricos presentes na Ilíada e na Odisséia são considerados a primeira obra literária da história da Grécia. Mas estes textos também são documentos históricos. Além da fascinante história de Menelau, Paris, Helena, Aquiles, Ulisses, Penélope e Telêmaco, hoje os historiadores dizem que a escrita de Homero é um registro sobre uma sociedade que havia desaparecido quando ele compôs a obra no século VIII a.C. Isso também é fascinante! Homero não fazia uma descrição do mundo em que ele vivia. Ele falava de algo que não existia mais, um período obscuro entre os séculos X e IX a.C. Neste tempo, a escrita deixou de existir. Havia apenas histórias orais passadas de geração a geração. A escrita ressurgiu no século VIII e assim foi possível a existência da Ilíada e a da Odisséia.

11 de julho de 2007

De onde vem o nome Brasil?

Ah... Essa é fácil! Brasil vem de Pau-Brasil, a árvore que os portugueses encontraram nos primeiros anos da colonização. E assim, deram nome a esta terra de Brasil, certo? ERRADO. A história é bem mais interessante... Olhe bem para o mapa abaixo.

No canto superior esquerdo, há uma ilha próxima da Irlanda destacada por um quadrado. Esta é a Ilha Brasil!!! Calma... a ilha não existe, mas desde a Idade Média muitos acreditavam na sua existência. A palavra Brasil é de origem céltica: breas e ail, que significa “nobre” ou “bem-aventurado”.

Este nobre seria Bresal, filho do primeiro rei cristão de Thormond. Mais tarde ele foi considerado santo, São Brecan. Bresal ou S. Brecan partiu em missão para as ilhas de Aran entre os anos 480-500.

A população da região acreditava na existência de uma “ilha afortunada” que a cada sete anos surgia e desaparecia entre nevoeiros. Esta crença pegou e posteriormente, muitos denominaram esta ilha como Ilha Brasil, por causa do santo.

Os europeus, diante da natureza exuberante da nova terra encontrada, logo a identificaram à ilha, que na verdade, era uma espécie de paraíso terrestre. E é por isso que o Brasil se chama Brasil.

10 de julho de 2007

A Escravidão na Grécia Antiga


Quando falamos de escravidão vem a nossa mente os negros sendo maltratados nas senzalas. A escravidão moderna, quando não vitimou milhares de africanos, condenou-os a uma vida indigna e terrível. Essa cruel realidade contamina o nosso olhar quando nos voltamos para as civilizações antigas, podendo causar uma certa confusão.
Na Antigüidade, a escravidão ocorria por dois motivos principais: tornava-se escravo por dívidas contraídas e não honradas (cuidado com o Serasa e SPC) ou pela derrota em uma guerra. Assim, a etnia ou posição social não eram fatores decisivos para a escravidão.
A escravidão para os gregos era uma coisa evidente e ninguém questionava a sua necessidade. Tratava-se de algo natural. Alguns homens nasciam para serem senhores e outros para serem escravos. A escravidão era uma condição para que a liberdade pudesse ser gozada por um grupo de cidadãos.
Em Atenas não havia uma atividade específica para a escravatura. Um homem livre fazia as mesmas coisas que um escravo. A diferença é que o homem livre trabalhava por sua própria conta e o escravo trabalhava para outro. Todo homem livre desejava escravos para transferir para ele parte de suas atividades cotidianas ou de preferência, todas elas.
O escravo ateniense não possuía nenhum direito, nem político e nem jurídico. Porém, eles não poderiam ser maltratados e quando mortos, os assassinos respondiam por homicídio involuntário (isso não é uma piada, mas um avanço!) Embora fosse um produto, uma mercadoria que se comprava no mercado, o proprietário ao adquiri-lo, aceitava a condição de educar os filhos do escravo em sua casa.
A supressão da liberdade, seja na Antigüidade, seja na contemporaneidade, com suas diferenças e semelhanças, jamais será algo positivo e bom.

6 de julho de 2007

Contagem regressiva

Faltam aproximadamente 10 semanas para o Bernardo nascer. Nós pensamos que ele virá antes do dia previsto. Ainda temos tudo para arrumar! Acho que o Francesco vai gostar da idéia de ter um irmãozinho em casa. Mas já esperamos os ciúmes normais de crianças que passam por essa experiência. Teremos de aprender a lidar com esta situação.

2 de julho de 2007

A origem lendária de Roma - I


Todo mundo já ouviu falar de Rômulo, Remo e sua mamãe loba. Porém, a história lendária de Roma começou bem antes dos irmãos gêmeos fundarem a cidade. Sua origem está na guerra dos gregos contra os troianos.

Em meio a cidade de Troia em chamas, o troiano Eneias conseguiu escapar carregando seu pai velhinho nos ombros. Ele também conseguiu salvar seu filho Ascânio do incêndio. Protegido pelos deuses, Eneias caminhou em direção ao ocidente predestinado a fundar uma cidade que dominaria o mundo.

Ele foi parar em Cartago, no norte da África. Lá, conheceu a princesa Dido que se apaixonou por ele. Após deflorar a jovem donzela, Enéias abandonou Dido e partiu para a Península Itálica. Esta é a explicação lendária para a rivalidade que existiu entre cartagineses e romanos. Já no Lácio (centro da Itália), Eneias se casou com uma princesa da região. Seu filho Ascânio fundou uma nova cidade: Alba Longa. E assim, chegamos na metade da história sobre a origem lendária de Roma.

1 de julho de 2007

A origem lendária de Roma - II


Após uma longa sucessão de reis em Alba Longa, a história de Roma recomeça no reinado de Numiator. Seu irmão Amúlio ambicionava o trono e tudo fez para ocupar o lugar de Numiator. E conseguiu! Mas, havia um problema. Amúlio tinha de impedir que os sucessores diretos de Numiator pudessem um dia retomar o governo de Alba Longa. Para eliminar seus possíveis concorrentes, Amúlio fez de Silvia - filha única de Numiator - uma vestal. As vestais dedicavam suas vidas aos serviços do Templo e deveriam permanecer virgens. Assim, Numiator jamais teria um descendente homem.
Entretanto, o deus Marte, compadecido pela triste sorte da bela Silvia, a engravidou. Silvia deu à luz gêmeos: Rômulo e Remo. Agora a história começa a ficar mais familiar, não é mesmo?
Ao saber do nascimento dos bebês, Amúlio os sequestrou e lançou as crianças no Rio Tibre dentro de um cesto.
Uma loba encontrou o cesto em uma das curvas do rio e amamentou os meninos. Rômulo e Remo não se transformaram em dois meninos lobos... Na verdade, um pastor da região cuidou deles até a vida adulta.
Quando cresceram Rômulo e Remo voltaram para Alba Longa, destronaram o tio usurpador e entregaram a coroa novamente para o avô Numiator. Porém, preferiram viver na região onde foram criados quando crianças. Lá, criaram um asylum para acolher as pessoas que passavam pela região fixando-as no local. E, finalmente, fundam a cidade de Roma!

30 de junho de 2007

A Lei do Ventre Livre: para inglês ver


Parece piada de mau humor. A Lei do Ventre Livre foi mais uma das muitas leis que são feitas em nosso país para não funcionar.

Ela daria liberdade a todos filhos de escravos nascidos após 1871, quando a lei entrou em vigor. Porém, o dono do escravo é quem decidia libertar a crianças quando ela completasse 8 anos (e receber uma indenização do governo) ou mantê-la como escravo até os 21 anos. Claro que a grande maioria preferia a segunda opção, pois assim o lucro era bem maior.
Para alguns historiadores, esta lei teria uma dimensão mais psicológica. Após a participação dos negros lutando na guerra do Paraguai terminada em 1870, temia-se que os ex-soldados movessem uma revolta contra a escravidão no Brasil. Assim, a Lei do Ventre Livre significaria uma atitude amistosa do governo para com os filhos dos negros que defenderam o Brasil.

10 de junho de 2007

Instruções para postar os trabalhos no blog sobre o Trabalho de Campo em São Paulo

Caros alunos:

Na sua caixa de e-mail haverá um convite para vocês postarem no blog. Porém, é necessário possuir uma conta no gmail. Basta seguir as instruções.

Cada dupla receberá um tema para desenvolver: Praça da Sé, Catedral, Pátio do Colégio, Torre do Banespa etc.

Baseando-se na Caderneta de Campo cada dupla registra as informações no blog clicando em NOVA POSTAGEM. No TÍTULO, digite o nome do local (ex. Mosteiro São Bento). Depois, clique no botão adicionar imagem, escolha uma foto do local, centralizar, tamanho médio e clique no botão LARANJA.

A segunda postagem é livre. Entre no e-mail do colega e siga todas as instruções acima. Escrevam sobre uma situação ocorrida na viagem ou sobre o lugar que vocês mais gostaram.

8 de junho de 2007

Para inserir uma foto no blog sobre o Trabalho de Campo

1. Entre novamente no blog http://www.centrohistoricodesp.blogspot.com/ com a conta do gmail que você criou (fazer login)

2. Clique no Administrar POSTAGENS

3. Encontre a sua postagem e clique em EDITAR

4. Faça as alterações que você quiser no texto

5. Encontre o botão com um desenho, parece um quadro: clique no ADICIONAR IMAGENS

6. Clique em PROCURAR, pegue uma foto sua ou de um colega. Selecione CENTRALIZAR, tamanho MÉDIO e clique no FAZER UPLOAD DE IMAGEM.

7. Depois é só concluir e clicar em PUBLICAR POSTAGEM Se você não gostar, basta editar a postagem novamente.

26 de maio de 2007

Passeando pelo Parque

Hoje fomos ao Parque da Aclimação. O Francesco ficou louco com tudo o que ele viu lá, principalmente os cavalos dos PMs, os inúmeros cachorros, pássaros e os peixes, que estavam um pouco tímidos. Ele adora animais...

25 de maio de 2007

Uma proposta para um Trabalho de Campo

Dia 24 último tive a oportunidade de realizar um Trabalho de Campo com meus alunos do 9º Ano no Centro Histórico de São Paulo. Tal atividade consiste em elaborar reflexões e conclusões a partir da observação atenta dos diferentes elementos que compõem uma paisagem e de sua interação.

Este trabalho requer uma preparação minuciosa com tarefas para antes, durante e para depois da viagem ao local escolhido.
É fundamental que os alunos saibam muito bem (com antecedência) o que é um trabalho de campo, como ele é feito. Também é importante ter contato com informações básicas e visuais dos lugares que serão visitados.

Então, inicialmente, os alunos fizeram um levantamento de alguns dados históricos e de algumas curiosidades a respeito do centro histórico. Depois, eu apresentei imagens dos lugares: Praça e Catedral da Sé, Pátio do Colégio, Prédio do Banespa, Edifício Martinelli, Vale do Anhangabaú, Viadúto do Chá, Teatro Municipal, Estação Júlio Prestes e Estação da Luz.

A segunda etapa consiste em preparar um roteiro claro com todas as atividades que os alunos deverão realizar em cada lugar e preparar a caderneta de campo, onde registrarão suas observações e conclusões. As fotos produzidas devem estar articuladas com os apontamentos registrados.
Durante a viagem os alunos tiveram de:
  • Descrever a paisagem
  • Observar os diferentes tipos de pessoas que freqüentam o espaço e o que elas fazem
  • Refletir sobre os diferentes usos de cada espaço
  • Identificar situações de contrastes

Depois da viagem é importante promover atividades em que os alunos compartilhem suas experiências com os colegas, ou ainda, apresentem os resultados do trabalho para um público mais amplo.

18 de abril de 2007

A tragédia americana

O atentado do último dia 16/04 nos EUA que provocou a morte de 32 pessoas num campus universitário no Estado da Virgínia, leva-nos a uma reflexão não apenas sobre as causas desta tragédia, mas sobre as primeiras causas, ou melhor dizendo, aos fatores condicionantes.

O ato em si já aconteceu outras vezes na história recente dos Estados Unidos, isto é, estudantes serem vitimados por colegas em instituições de ensino. Porém, esta atitude revela um comportamento próprio do imaginário coletivo americano: o de resolver problemas ou diferenças (ou se precaver deles) pela força das armas.

Esta mentalidade está presente desde a formação do país. A conquista territorial para o oeste se fez, ainda que não exclusivamente, pelo conflito armado com espanhóis, mexicanos e indígenas. A atuação do exército norte-americano pelo mundo nada mais é do que a extensão desta mentalidade. Portanto, estamos diante de uma sociedade exageradamente armada que garante os grandes lucros da indústria bélica. A arma de fogo não apenas é um símbolo do poder e do sucesso norte-americano, mas a sua garantia. E por isso, elas são facilmente vendidas em supermercados como qualquer outro produto. As armas representam um prolongamento das ações cotidianas, fortemente enraizada na cultura e na história.

Nesta lógica ianque, o governo norte-americano, ao contrário dos países asiáticos ou do Oriente Médio, sabe muito bem como usar as bombas atômicas. Da mesma forma, o cidadão patriota americano sabe muito bem como usar as armas que possuem em casa.

Isso faz parte de outra mentalidade coletiva norte-americana que divide o mundo entre mocinhos e bandidos (o típico farwest); entre o eixo do bem e o eixo do mal. Pensamento digno de censura. E então surgem essas tragédias, "mal compreendidas", que assolam o belo modo de pensar norte-americano.
Contudo, uma sociedade armada até os dentes, carente de valores, consumista e discriminatória é sufiente para entender o ocorrido. O estudante sul-coreano Cho Seung-Hui não caiu de pára-quedas no campus. Está nos Estados Unidos desde a infância. E, mesmo apresentando sérios problemas psicológicos, ele é um resultado desta sociedade marcadamente excludente e que oferece as armas como forma de impor respeito.

17 de abril de 2007

Verdade ou exagero?

A questão sobre a internacionalização da Amazônia é antiga e real. Porém, há visões exageradas sobre este problema. Uma delas é a história de um livro didático de geografia feito nos Estados Unidos que ensina que a Amazônia é uma região internacional e não faz mais parte do Brasil. Acredita-se hoje, que este mito foi disseminado por um grupo ultra-nacionalista brasileiro.

Indico aqui um bom artigo que discute o real problema sobre a internacionalização:

16 de abril de 2007

Internacionalização da Amazônia


Em um debate numa Universidade americana, Cristóvam Buarque, ex-governador de Brasília, foi perguntado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.Quem perguntou disse que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta de Cristóvam Buarque:

"Como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se sob uma ética humanista, a Amazônia deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Neste momento, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos Estados Unidos. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os Estados Unidos querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos Estados Unidos. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os candidatos a presidência dos Estados Unidos têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de comer e de ir a escola. Internacionalizemos as crianças tratando todas elas como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro, ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, ou que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"

13 de abril de 2007

Entendendo Mazzini

Mazzini era o líder da Itália Jovem, que juntamente com o Risorgimento e com os Camisas Vermelhas lutavam para promover a unificação italiana no século XIX. Porém, o grupo de Mazzini, formado por intelectuais, refletia sobre os problemas da Itália desunida e sobre os benefícios proporcionados pela unidade.

Neste texto, além de Mazzini exaltar os aspectos físicos do país (lugar mais belo da Europa, será?), gloria-se do passado político, artístico e científico do povo italiano. Como não reconhecer as ações políticas do Império Romano ou as contribuições de Maquiavel para a fundamentação do pensamento político moderno muitos séculos depois da existência dos césares. Sobre a arte e a ciência o que dizer então dos renascentistas Michelangelo, Da Vinci, Rafael, Brunelleschi, Botticelli, Galileu Galilei...

Contudo, apesar de todo esse passado glorioso que formou e organizou grande parte do conhecimento que regeria o mundial, a Itália do século XIX estava completamente desorganizada. E Mazzini cita todos os problemas da desunião: "Nós somos desmembrados em oito Estados, independentes um do outro, sem aliança, sem unidade objetiva, sem contatos recíprocos regulares. Oito linhas de alfândega, sem contar os impedimentos que resultam da triste administração interior de cada Estado, dividem nossos interesses materiais, colocam obstáculos em nossos progressos, impedem todo o crescimento manufatureiro, toda a atividade comercial externa. Proibições ou direitos enormes impedem a importação e a exportação".

O aspecto econômico será fundamental para a promoção da unificação italiana. A burguesia de Piemonte e Sardenha estimulará a unificação política para a expansão de seus negócios. As facilidade econômicas trazidas pela unificação também são mencionadas por Mazzini no texto abaixo. Vale apena ler!

20 de março de 2007

Unificação Italiana por Giuseppe Mazzini


“Somos um povo de 21 a 22 milhões de homens designados, há tempos imemoráveis, sob o nome de povo italiano, encerrados dentro dos limites naturais mais precisos jamais traçados por Deus: o mar e as montanhas mais altas da Europa. Falamos a mesma língua, temos as mesmas crenças, os mesmos costumes, os mesmos hábitos; orgulhamo-nos do mais glorioso passado político, científico, artístico conhecido da história européia. Não temos bandeira, nem nome político, não temos voz entre as nações da Europa. Nós não temos um centro comum. Nós somos desmembrados em oito Estados, independentes um do outro, sem aliança, sem unidade objetiva, sem contatos recíprocos regulares. Oito linhas de alfândega, sem contar os impedimentos que resultam da triste administração interior de cada Estado, dividem nossos interesses materiais, colocam obstáculos em nossos progressos, impedem todo o crescimento manufatureiro, toda a atividade comercial externa. Proibições ou direitos enormes impedem a importação e a exportação. Produtos do solo e da indústria sobram numa província da Itália e fazem falta em outra sem que se possa restabelecer o equilíbrio, vender ou trocar o supérfluo. Oito sistemas diversos de moedas, de pesos e medidas, de legislação civil, comercial ou penal, de organização administrativa, tornam-nos estrangeiros uns dos outros. Não existe liberdade de imprensa, nem de associação, nem de palavra, nem de petição coletiva, nem de introdução de livros estrangeiros, nem de educação: nada. Um desses estados, que compreende um quarto da península, pertence à Áustria; os outros, dela seguem, cegamente, a influência”.
Giuseppe Mazzini (1805-1872)

15 de março de 2007

Eu preciso continuar falando...

O resultado das escolas públicas no ENEM deveriam mobilizar os estudantes bem mais que os protestos contra o Bush!
Uma boa idéia mal aplicada torna-se prejudicial. E uma boa idéia insistentemente mal aplicada torna-se uma catástrofe!
Foi o que aconteceu com a PROGRESSÃO CONTINUADA. Seus defensores queriam restaurar uma educação não baseada na reprovação punitiva. Se o aluno não atendeu aos pré-requisitos básicos daquela série, ele pode recuperá-los no ano seguinte... Reprová-lo diminuiria sua auto-estima... Outro argumento era que o aluno reprovado, geralmente, abandonava a escola contribuindo para a temida evasão. Portanto, é melhor mantê-lo na escola e resolver suas dificuldades pedagógicas ao longo do percurso. Procurou-se então democratizar o ensino fazendo com que todos os alunos tivessem acesso à escola. Assim, uma reprovação retiraria uma vaga daqueles que estavam afastados.

O problema é que esta "excelente" idéia deveria ser o fim de um processo e não o início. Tal mudança necessitava primeiro de uma tranformação estrutural do ensino que permitisse ao professor um tratamento quase que individualizado do aluno. Só assim seria possivel conhecer os reais problemas de aprendizagem. Para isso, o professor deveria trabalhar poucas horas em sala de aula e muito mais fora dela, preparando atividades e trabalhos diferenciados de acordo com a demanada de cada aluno. Um ensino personalizado focado nas necessidas do indivíduo requer um número reduzido de alunos em sala (e não os 45 atuais), materiais pedagógicos espefícos e uma estrutura de especialistas como psicólogos, psico-pedagogos e outros funcionários voltados exclusivamente para o contato com as famílias.

Não se discute o princípio. É evidente que o melhor é manter o aluno na escola; é claro que uma atuação pedagógica meramente punitiva não educa ninguém; é claro que num estado democrático de diretos todos devem possuir as mesmas oportunidades, neste caso, educação assegurada.

Porém, os resultados mostram que a PROGRESSÃO CONTINUADA só serviu para ampliar as estatísticas do governo. Ficou evidente neste último ENEM, que os alunos pouco ou nada sabem. Com este sistema implantado pelo Governo do Estado de São Paulo desde 1997 a escola deixou de ser um ESPAÇO DE CONHECIMENTO e de REFLEXÃO e se transformou num ESPAÇO ALTERNATIVO DE SOCIABILIZAÇÃO. O aluno não precisa mais estudar e não possui nenhuma responsabilidade nem com o conhecimento, nem com a sua formação.

Entre o ter de fazer e o não precisar fazer, qual a escolha natural? E para o governo, a culpa pela fracasso continua sendo do professor.

9 de março de 2007

A lógica das fábricas

As invenções e as fábricas foram dois grandes motores da Revolução Industrial que teve início no século XVIII. Este acontecimento que mudou a história do mundo, por um lado, pode ser entendido como uma consequência do desenvolvimento do capitalismo; por outro lado, também é possível dizer que o capitalismo atual atingiu esse grau de complexidade pela própria expansão industrial.

Em busca do lucro a qualquer custo, os industriais adotaram a lógica de produzir cada vez mais num tempo cada vez menor. Assim, era necessário aumentar as horas e o ritmo de trabalho. Para atingir esse objetivo, os trabalhadores tinham de atuar de forma organizada e intensa com tarefas repetitivas.

Nas fábricas, pregava-se a ideologia do tempo útil, ou seja, o trabalhador ficaria rico se com a sua habilidade, conseguisse usar cada segundo do tempo para produzir mais. É claro que ele não se enriquecia. É por causa dessa ideologia que ainda hoje ouvimos a famosa frase: tempo é dinheiro.

A situação dos operários nas fábricas era terrível. Viviam em condições de miséria trabalhando no limite da resistência física. Os industriais pagavam baixos salários para garantir maiores lucros. As fábricas abrigavam famílias inteiras. Porém, as mulheres e as crianças recebiam bem menos que os homens. Os maltratos eram rotineiros e a mortalidade entre os operários era elevada. Doenças como tuberculose, asma, raquitismo e acidentes graves no manejo das máquinas eram constantes. Outro problema era o alto índice de alcoolismo, fuga que os trabalhadores encontravam diante da difícil situação, o que só piorava as coisas.

Com o passar dos anos, no século XIX, os operários começaram a se organizar em sindicatos e a reivindicarem direitos através de greves. Na verdade, os direitos trabalhistas nunca foram uma benevolência por parte da elite industrial. Eles resultaram de um longo processo de luta.

7 de março de 2007

Projeto Integrando Amazônia

Lindinhos!

Vocês deverão escolher em um dos sites sobre o Projeto Integrado que estão ao lado, um artigo, uma reportagem, uma entrevista... sobre a AMAZÔNIA [meu, num agüento mais!!!].

Depois, clique em COMMENTS. Copie e cole o link do texto que você escolheu. Escreva um breve resumo e um breve comentário. Depois, selecione OUTRO, escreva seu NOME e SÉRIE e clique no botão laranja PUBLICAR COMENTÁRIO.

E todos serão felizes para sempre!

P.S. A foto é de uma aldeia Yanomami.

Se serve como consolo, nada está tão ruim que não possa piorar

O jornal Folha de S. Paulo publicou no dia 6 mar. 2007 uma reportagem sobre o resultado das escolas públicas de São Paulo no ENEM. De 621 escolas, nenhuma conseguiu nota acima de 50 pontos (a prova valia 100). Isto é, ninguém atingiu a metade da prova, o que prova o fracasso do ensino público paulista. Disso, todos já sabiam, até mesmo o governo...

É claro que esta triste realidade é conseqüência de quase 10 anos de progressão continuada. Ao invés do governo reconhecer o erro, culpa os professores. Segundo a Secretária da Educação, a progressão continuada não funciona porque o professor não gosta...


22 de fevereiro de 2007

Que narigão! É por isso que Marx não gostava deles?

Este é Saint Simon, um importante socialista utópico francês. O termo socialismo utópico foi criado por Karl Marx. Trata-se de uma crítica feita aos socialistas anteriores a ele. Bom, pelo tamanho do nariz, dá pra pensar que para Marx, os utópicos eram todos mentirosos... Brincadeiras à parte, na verdade, ao contrário do que muita gente pensa, esta crítica não consistia em dizer que os socialistas utópicos foram assim chamados porque não possuíam idéias concretas. É muito comum ler isso em livros didáticos. Porém, Owen, Fourier, Blanc possuíam idéias bem concretas para melhorar a vida dos trabalhadores.

A critica de Marx aos primeiros socialistas é mais profunda. Segundo o criador do Socialismo Científico, os utópicos viam os trabalhadores apenas como uma classe sofredora que precisa da ajuda e dos bons sentimentos da burguesia. Para ele, os utópicos pretendiam atenuar as desigualdades sociais por meios pacíficos e não viam nos operários uma classe política portadora de uma força revolucionária.

Outra crítica importante de Marx é que todas as alternativas dos utópicos em prol dos trabalhadores possuíam alcance reduzido, como os falanstérios idealizados por Fourier.

Marx até poderia ter falado sobre o ladrão de oxigênio. Mas, se Saint-Simon tinha um super nariz, Marx tinha uma super barba...

Veja também
Socialismo Científico

20 de fevereiro de 2007

Passeio no Zôo


Sábado passado fomos passear no Zoológico. Francesco, que adora assistir o Zoobumafoo ficou encantado vendo os bichos. O Zôo de SP está bem diferente com novas instalações e novos animais. Foi muito legal! Mas depois, fiquei um pouco triste... Será que num futuro não muito distante os animais só serão encontrados em cativeiro?

15 de fevereiro de 2007

Sociedade Alternativa


Em uma entrevista, Raul Seixas disse que em 1974 foi expulso do país quando os militares o interrogaram sobre a localização da Sociedade Alternativa. Ele disse que era apenas uma música. E era mesmo.

A Sociedade Alternativa nunca existiu realmente. Na verdade, nem se tratava de um conjunto de idéias claras ou propostas objetivas. Tratava-se de um sonho. Mas o termo assustava, uma vez que ficava claro que a sociedade da época não bastava, precisava ser reformada ou substituída.

A Sociedade Alternativa era uma mistura de princípios filosóficos com ocultismos e esoterismo idealizados por Raul e por Paulo Coelho. Eles foram influenciados por um ocultista inglês chamado Aleister Crowley. O princípio básico, que está presente na letra da música é: "faça o que tu queres, pois tudo é da lei". Então, a única lei é fazer o que quiser. Isto deve ser entendido dentro do contexto de ausência de liberdade imposta pelos militares na época.

Embora a idéia de acabar com o governo não estivesse claramente explícita, fica evidente alguns princípios anarquistas que foram criados no século XIX, como a não obediência a uma autoridade ou a submissão a leis.
É próprio da juventude questionar valores estabelecidos. E realmente, a idéia de associar a liberdade com fazer o que se quer, fascina. Isso é perigoso e irrealizável. Durante muito tempo a liberdade era considerada um privilégio e não sinômino de independência.
Podemos dizer que um pretensa liberdade baseada única e exclusivamente em disposições individuais pode se transformar numa forma de escravidão: a escravidão da própria vontade.
Porém, até em sociedades tidas como "arcaicas e conservadores" como a sociedade medieval, o fazer a própria vontade era admitido dentro de um critério muito esclarecedor. Dizia Santo Agostinho: "Ame e faça o que quiseres". Quem ama não prejudica nem a si e nem a outros. Não é este o perigo de uma liberdade desmedida?

1 de fevereiro de 2007

Uma trégua para uma pelada


Coisas surpreendentes acontecem a todo momento. Durante a Primeira Guerra Mundial, soldados inimigos fizeram uma trégua para jogar futebol!!!

Ingleses e alemães já cansados da guerra e de viver em condições terríveis nas trincheiras, por algumas horas se tornaram irmãos: trocaram alimentos, dançaram e até fizeram uma pelada.

Esta é uma daquelas histórias difíceis de se acreditar. Tudo aconteceu no dia de Natal em 1914. Os alemães começaram a cantar hinos religiosos e tradicionais para comemorar o nascimento de Jesus. Os ingleses responderam da mesma forma. Quando cessaram as músicas, um soldado alemão saiu desarmado da sua trincheira e se dirigiu ao 'inimigo' para desejar Feliz Natal. Esta atitude encorajou muitos outros soldados que fizeram a mesma coisa. Mesmo sem saber a língua do inimigo se comunicavam com gestos e dividiam cigarros, bebidas, mostravam fotos da família de uma forma tão descontraída que nem parecia guerra. E assim ficaram toda a noite e o dia seguinte.

Quando os comandantes e generais souberam da notícia temeram que um clima de paz se espalhasse entre todos os soldados em outros campos de batalha e ordenaram que o combate se reiniciasse imediatamente. A ordem foi cumprida, mas ninguém mirava no alvo. Aqueles soldados haviam se tornado amigos e não conseguiam mais se matar. Só tempos depois, com a substituição de parte das tropas, a guerra recomeçou.
Leia também

30 de janeiro de 2007

O Homem do Livro


O Homem do Livro é cercado de mistérios... Aliás, ele vive disso. Sempre que você tiver uma dúvida cruel, algo que você sempre quis saber e nunca ninguém te respondeu, pergunte ao HOMEM DO LIVRO.

Bom, na verdade, ele parece não responder nada... Fiel ao seu grande mestre Sócrates, o HOMEM DO LIVRO sempre vai além do problema.

Não perca a oportunidade de conhecer esta estranha criatura

25 de janeiro de 2007

Um fato surpreendente

Ontem, tive a oportunidade de participar de uma palestra com o Dr. Evaristo Eduardo de Miranda, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite. O Tema da palestra foi Amazônia.

Seu último artigo publicado em 17 jan. de 2007 no Estadão é impressionante. Ele é uma síntese de questões importantes sobre o desmatamento no Brasil que foram abordados pelo professor na palestra. Não deixe de ler! É muito bom!

9º ANO
Vocês podem responder a tarefa aqui mesmo. Basta clicar em COMMENTS. Depois selecione OUTRO, escreva seu NOME e SÉRIE e clique no botão laranja PUBLICAR COMENTÁRIO.

24 de janeiro de 2007

Resultado do estudo sobre o desmatamento mundial

A tabela aponta a redução das florestas primárias em várias regiões do mundo.
Os 4.690 Km quadrados de florestas primárias da Europa foram reduzidos a 14 Km quadrados, 0,3% do total.
O Brasil foi o que menos destruiu as suas florestas primárias.

11 de janeiro de 2007

Garoto Gorfadinha em: Encontrei Papai Noel!


Garoto Gorfadinha - Meu Deus! Papai Noel existe mesmo! Ué, meu pai sempre disse o contrário... Papai Noel!

Karl Marx - Você está falando comigo?

Garoto Gorfadinha - Estou sim! Sua barba é de verdade mesmo? Como o senhor se sente sendo tão querido pelas pessoas?

Karl Marx - Claro que é de verdade! Embora eu não seja tão querido assim, não preciso de disfarces garoto!

Garoto Gorfadinha - Mas...

Karl Marx - Posso até ser querido pelos proletários... mas sou odiado pela burguesia... não me incomodo com isso, mesmo porque, o burguês está com seus dias contados... Este indivíduo deve ser suprimido!!!

Garoto Gorfadinha - Eles são tão maus assim?

Karl Marx - Os burgueses exploram o trabalhador reduzindo-os à escravidão! Impelida pela necessidade de mercados sempre novos, a burguesia invade todo o globo. Necessita estabelecer-se em toda parte, explorar em toda parte, criar vínculos em toda parte! Não respeitam nada! Desejam o lucro apenas!

Garoto Gorfadinha - Estou um pouco confuso... eu pensava que o senhor fosse um velhinho bondoso e sorridente...

Karl Marx - Enquanto houver exploração do trabalho não há motivos para risos, garoto... Definitivamente, bondade e revolução não combinam! Faremos a revolução!!! O proletariado utilizará sua supremacia política para arrancar pouco a pouco todo capital da burguesia e para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado em classe dominante e para aumentar, o mais rapidamente possível, o total das forças produtivas.

Garoto Gorfadinha - Mas, se agora o senhor é líder de uma revolução dos proletários contra os burgueses, como ficam os presentes das crianças?

Karl Marx - O fim da propriedade privada é o maior presente que podemos dar não apenas às criancas mas a toda humanidade! E para que isso aconteça, comunismo já! Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder a não ser suas cadeias. Têm um mundo a ganhar. PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS!

Garoto Gorfadinha - Papai Noel! Espere! Volte aqui! É, pensando bem, meu pai tem razão... Papai Noel não existe! Esse aí é muito estranho...

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