20 de dezembro de 2006

Como é bom reencontrar um grande amigo

A tal da Net tem dessas coisas. No mar sem fim de futilidades, coisas "pseudo importantes" e uma parte considerável (para não ser injusto) de coisas geniais, a gente encontra e reencontra amigos.
Aconteceu comigo nesta semana. Encontrei o Leandro, um grande amigo de USP. Faz uns três ou quatro anos que não nos vemos. Mas, graças à Net recebemos notícias um do outro.
O Leandro sempre tem uma grande idéia e está envolvido com algo que vale a pena. Eu costumo dizer que as pessoas mais fantásticas, sensacionais, inteligentes, elegantes, perfumadas, bonitas, simpáticas, interessantes amam História. E, quando historiadores se encontram (como aconteceu recentemente) tudo é em dobro... o próprio cosmos transcende e explode numa alegria sem fim. Putz, que bobagem...

Clique aqui e vejam o blog dele.

13 de dezembro de 2006

Santos-Dumont e o espaço aéreo brasileiro

Infelizmente, acontece de alguma coisa mudar para melhor quando gente importante morre ou quando alguma tragédia ocorre. Precisou do acidente com o Boeing da Gol que causou a morte de 154 pessoas para que todos nós soubéssemos que o espaço aéreo brasileiro simplesmente não funciona. Isso é péssimo, embora saber seja bom, pois todos podem exigir providências. É um verdadeiro milagre que desastre semelhante não tenha acontecido antes.
Logo após o acidente um jornalista americano falou sobre a inoperância do sistema de controle aéreo em nosso país. Eu fiquei indignadíssimo e gritei escandindo os dentes: "Fala típica de americano que considera o mundo um quintal da Casa Branca e que não admite que algo pode ser bom sem a chancela do Tio Sam!" E NÃO É QUE O HOMEM ESTAVA CERTO?
Muito significativo que essa confusão nos aeroportos depois do início da operação padrão dos controladores de vôo esteja ocorrendo no centenário do vôo do 14 Bis. Significativo e triste. Talvez seja uma das ironias da História. O fato é que comemorar este acontecimento, do qual todos devemos nos orgulhar, em meio ao descaso do governo com a aviação parece humor negro.
Costuma-se dizer que não existe SE na História. Coisas do tipo "Se o golpe militar não tivesse ocorrido..." O que adianta especular sobre o que não se deu?
Apesar disso, vale a provocação: Se os 10 milhões de dólares destinados pelo governo brasileiro para mandar nosso astronauta Marcos Cesar Pontes para o espaço fossem investidos no sistema de controle de vôos, o caos estaria acontecendo?
Sem julgar os méritos e o esforço de Marcos Pontes, ou a importância dos experimentos científicos realizados (se é que realmente foram importantes), parece que tal empreendimento foi carregado de um simbolismo ufanista:
"Há 100 anos um brasileiro conquistou os céus. 100 anos depois, um brasileiro conquista o Espaço".
Agora, qual seria a melhor homenagem a Santos-Dumont? O que o faria sentir mais feliz?
Um brasileiro plantando feijão no Espaço ou os brasileiros voando com segurança nos "céus da pátria"?

10 de dezembro de 2006

De volta para Sampa

Dia 8 de dezembro mudamos para São Paulo.
Após 3 anos longe da terra da garoa, voltamos. Os amigos e o pessoal do trabalho disseram-me que estou louco!!! Todos tentam fugir de São Paulo e nós... Bom, estamos felizes com isto. É muito importante conhecer novos mundos, novas realidades... mas, acredito que todos mereceriam voltar para os locais já conhecidos e visitar os caminhos tanto percorridos pelo menos uma vez na vida.
Se historiador vive de memória, nada mais estimulante a mnemosis do que regressar.