10 de agosto de 2006

O Socialismo Científico de Karl Marx

Por: Daniel Marques Giandoso


Marx elaborou uma teoria que explica a origem do capitalismo. Segundo ela, o capitalismo surgiu como conseqüência da crise do feudalismo e por aquilo que ele chamou de acumulação primitiva de capital. Sua teoria se baseia no materialismo e na dialética. O termo materialismo diz respeito a todo modo de produção material ao longo do tempo, seja agrícola ou industrial, seja com o uso do trabalho escravo ou livre, sendo a história marcada por uma sucessão de modos de produção sempre em transição. Assim, o Modo de Produção Asiático foi sucedido pelo Modo de Produção Escravista, que deu lugar ao Modo de Produção Feudal e por fim, o Modo de Produção Capitalista. Já a palavra dialética diz respeito a uma forma de pensamento em que toda realidade possui uma parcela de contradição nela mesma que tende a negá-la, dando origem a uma nova realidade. Assim, o sistema capitalista possuía contradições que impossibilitariam sua própria manutenção, cedendo espaço a uma nova realidade, o socialismo. Os seguidores das idéias de Karl Marx são chamados de marxistas.

Para Marx a história da humanidade é a história da luta de classes. Segundo ele, em todas as épocas e em diversos povos é possível encontrar conflitos entre classes sociais: os que possuem poder político e econômico são chamados de classe dominante; aqueles que apenas trabalham são chamados de classe dominada. No século XIX, a classe dominante é identificada como burguesia, donos de indústrias. A classe dominada é associada aos operários das fábricas.

A burguesia é possuidora dos meios de produção, ou seja, dos meios empregados para produzir algo como terra, máquinas ou ferramentas das fábricas. Os operários por não possuírem os meios de produção são obrigados a vender a sua força de trabalho em troca de um salário.

Marx percebeu que a riqueza da classe dominante vinha da exploração do trabalhador através da mais-valia, horas que um operário trabalha de graça para o seu patrão. A riqueza gerada por esse trabalho é maior que o salário que ele recebe. O industrial fica com a diferença, conseguindo assim, grandes lucros.

Segundo Marx, as desigualdades sociais geradas pelo capitalismo só teriam fim se os operários se apropriassem dos meios de produção da burguesia por meio de uma revolução. Enquanto a burguesia fosse proprietária desses meios, a desigualdade permaneceria. A classe operária, ciente disso, passa a ser portadora de uma força política capaz de realizar uma transformação social. Através da revolução proletária, o socialismo seria implementado, pondo fim a toda e qualquer propriedade particular.

Além da abolição da propriedade particular, os trabalhadores teriam de tomar o poder político, uma vez que, para Marx, o Estado servia os interesses da burguesia, zelando pela sua conservação.

Uma vez que Marx afirma que os problemas sociais são o resultado do modo de produção capitalista, todas as outras esferas da vida das pessoas como a cultura e a religião perdem a sua importância. Bastaria os proletários tornarem-se donos dos meios de produção para que a vida destes melhorasse. A educação e a saúde seriam garantidas pelo governo. Os aspectos culturais e religiosos normalmente desviam a atenção dos operários e os impedem de realizar a revolução. As artes estão carregadas de valores burgueses. Apenas as manifestações artísticas que fazem uma propaganda da revolução motivando os operários à luta são aceitas. Nesta visão, a religião, por exemplo, fazia parte de um aparelho ideológico do Estado para tornar os homens dóceis, submissos, ou seja, era apenas uma forma da burguesia legitimar o seu poder. É por isso que o ateísmo é defendido pelos marxistas.

Leia também:

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A Belle Époque e a Revolução Tecno-científica

8 comentários:

Anônimo disse...

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Professor Daniel disse...

Thank you, but whats your name? Do you work of History?

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Jaqueline - 8ª B disse...

Jaqueline – 8ª B

Comentário sobre a música:
Pra mim, essa musica da Rita Lee, tem uma lógica incrível. É talvez a comparação mais interessante que eu já vi sobre esse tema. Uma parte que me chama muita a atenção é: “Amor sem sexo é amizade, Sexo sem amor é vontade”, porque é realmente a verdade.

Comentário sobre “ficar”, namoro e casamento:
Pra mim, ficar é uma coisa muito comum hoje em dia, e correta, desde que seja com responsabilidade. Não é uma coisa que pode trazer grandes problemas, e tão pouco prejudica a vida das pessoas. É uma forma de se relacionar com outra pessoa sem assumir um compromisso sério.
O namoro normalmente vem em seguida do “ficar”, já que antes de namorar as pessoas normalmente “ficam” primeiro. Um compromisso sério. Na minha opinião correto e necessário.
Pra mim o casamento se resume em ficar a vida inteira com uma pessoa que você ame. É claro que atualmente não é bem isso que acontece, mas eu penso que seja o correto: casar, formar uma família. E é claro que deve Ter muito mais responsabilidade do que o “ficar” e o namorar.

Gossip Blog. disse...

adorei! foi de muito ajuda para meu texto sobre Marx e também para um futuro vestibular! vo sempre passar aqui... um beijo

Thamyres Moreira disse...

ooooooi ! Parabééns pelo blog , muito perfeito, me ajudou num trabalho de história. Amo a matéria e achei perfeito a forma como regidiu os textos . Beeeeeijos o muito obrigado !